Enóphilo estende-se a Coimbra já este fim de semana!

A primeira edição do Enóphilo Wine Fest em Coimbra decorre no sábado, dia 9 de junho a partir das 15h00 no Convento São Francisco. Os apaixonados de vinho da zona centro têm assim a hipótese de provar mais de 200 vinhos, por apenas 5 euros.

A primeira edição do ENÓPHILO WINE FEST COIMBRA é, para Luís Gradíssimo, o organizador, um objectivo há muito ambicionado, pois “o vinho também é cultura e conhecimento”, e Coimbra é uma cidade “dinâmica, com pessoas ávidas de mais informação vínica”.

OS PRODUTORES

Vinho Verde: Quinta do Ferro; Quinta do Outeiro; Quinta do Regueiro; Covela; Vinho Verde Young Projects (Vale dos Ares, Quinta de Santiago, 100 Igual, Cazas Novas); Anselmo Mendes.

Douro e Porto: Quinta da Rede; Vinilourenço; Quinta da Costa do Pinhão; Vieira de Sousa.

Trás-os-Montes: Quinta do Gago; Do Joa.

Dão: Casa Anadia; Quinta de Lemos.

Bairrada: Joaquim Arnaud; Quinta dos Abibes; Giz by Luis Gomes; Quinta da Lagoa Velha; Quinta das Bágeiras; Kompassus

Beira Interior: Quinta do Cardo; Anselmo Mendes

Tejo: Romana Vini; Casal Branco; João Barbosa

Lisboa: Quinta de Pancas; Joaquim Arnaud; Infinitude; C. M. Oeiras – Vinho Carcavelos; Romana Vini; Quinta do Lagar Novo.

Península de Setúbal: Joaquim Arnaud; Herdade do Cebolal; Herdade do Portocarro.

Alentejo: Joaquim Arnaud; Vinha das Virtudes; João Barbosa.

O ENÓPHILO WINE FEST COIMBRA, vai contar com três provas especiais, com lugares limitados, e que serão oportunidades únicas para desfrutar de vinhos normalmente únicos.

Às 15h30 realiza-se a prova “QUINTA DO CARDO: PASSADO, PRESENTE E FUTURO”. Uma prova entre brancos e tintos que percorre a história da Quinta do Cardo, emblemático produtor da região da Beira Interior. Nesta prova serão apresentados alguns dos mais extraordinários vinhos produzidos nos últimos 40 anos. Compreenda a sua evolução e conheça de perto este terroir de altitude.

Depois, às 17h00 será a vez do produtor Sem Igual, demonstrar o potencial dos seus vinhos com a prova que intitulou “UMA VERTICAL SEM IGUAL”, na qual será possível provar todas as colheitas produzidas por este pequeno produtor da região do Vinho Verde, com vinhos brancos feitos com base nas castas Arinto e Azal. A começar com a antevisão da colheita 2017, será uma sucessão das colheitas produzidas, onde se poderá provar não só as diferenças naturais entre anos, como também a evolução que estes vinhos entretanto tiveram. A prova será conduzida por João Camizão, o produtor dos vinhos Sem Igual, num momento intimista e de partilha dos seus vinhos e experiências.

Por fim, às 18h30 realiza-se a prova “VILLA OEIRAS: COLHEITAS COM HISTÓRIA”. Uma prova vertical de várias colheitas do Vinho de Carcavelos, o Villa Oeiras, produzido pela Câmara Municipal de Oeiras. Um momento histórico, uma prova rara onde será possível provar vinhos em estágio e perceber a evolução ao longo do tempo.

Os bilhetes estão à venda na TicketLine on-line e na rede de aderentes, locais como Fnacs, Wortens e Centro Comercial Dolce Vita, por exemplo. O bilhete tem um valor de 5€ em pré-venda e no dia do evento custará 10 euros. As três Provas Especiais têm lugares limitados, o acesso a cada uma custa 20€. Quem não quiser perder nada tem o Pack Enóphilo por 50€ que inclui, também, a entrada no evento. A organização disponibiliza, a título de empréstimo, um copo Schott Zwiesel para degustação de mais de 200 vinhos.

Conheça aqui a listagem dos vencedores da Confraria dos Enófilos da Bairrada

Aqui fica a lista dos premiados do XXXVIII CONCURSO DE VINHOS DA CONFRARIA DOS ENÓFILOS DA BAIRRADA dados a conhecer na sexta-feira passada. Não esquecer, para os enófilos menos conhecedores da Bairrada, que estes vinhos estão em “primor” com excepção dos vinhos já identificados como fazendo parte de produtos finais (caso do São Domingos 2017 ou do Baga/Pinot do Poço do Lobo). Isto é, daqui por alguns anos é que conhecerão os vencedores dos tintos 🙂

TINTOS
1º – ADEGA DE CANTANHEDE – Lote de 50 Barricas

2º – CASA DO CANTO – Depósito 23

3º – QUINTA DA AGUIEIRA – Pipo 11

BRANCOS
1º – CASA DE SAIMA – Lote de Barricas

2º – CAVES SÃO DOMINGOS – São Domingos 2017

3º – ADEGA DE CANTANHEDE – Depósito 3

ROSÉS
1º- QUINTA DA MATA FIDALGA – Blush Rosé

2º – CAVES SÃO JOÃO – Quinta do Poço do Lobo Baga/Pinot Noir

3º – CAVE CENTRAL DA BAIRRADA – Depósito 7

Saiba quais os bairradinos premiados no Concurso dos vinhos de Portugal

Num podcast recente referimos os vencedores do Concurso Vinhos de Portugal deste ano. Mas entretanto houve algumas alterações/correcções e novidades e o blog pediu esclarecimentos à organização do concurso, a ViniPortugal. Através da agência de comunicação, recebemos a listagem completa dos vinhos certificados Bairrada que receberam medalhas e que damos a conhecer aqui.

Os nossos parabéns a todos os premiados. A ordem aqui colocada foi enviada pela organização.

Aliança Vinhos de Portugal Aliança Baga Clássico By Quinta da Dôna 2011 Grande Ouro
PositiveWine,lda Flutt 2015 Grande Ouro
Luis Pato Unip Lda Quinta do Moinho 2000 Grande Ouro
ADEGA COOPERATIVA DE CANTANHEDE, CRL MARQUÊS DE MARIALVA  – Baga Reserva 2014 Ouro
ADEGA COOPERATIVA DE CANTANHEDE, CRL MARQUÊS DE MARIALVA – Arinto Grande Reserva 2014 Ouro
Caves São João, Lda. QUINTA DO POÇO DO LOBO ARINTO & CHARDONNAY 2015 Ouro
CAVES DA MONTANHA – A. HENRIQUES, SA. A. HENRIQUES SUPER-RESERVA 2016 Ouro
Quinta doOrtigão – Sociedade Agroturistica, Lda Vinho Tinto Ortigão Reserva 2014 Prata
Quinta dos Abibes Quinta dos Abibes, Espumante Arinto e Baga 2013 2013 Prata
CAVES DA MONTANHA – A. HENRIQUES, SA. A. HENRIQUES 2013 Prata
Anadiagro Lda Casa do Canto, Baga@Bairrada 2015 Prata
Soociedade Agrícola e Comercial dos Vinhos Messias, S.A. MESSIAS GRANDE CUVÉE MILESIME BRUTO 2013 Prata
Global Wines Encontro 1 2013 Prata
ADEGA COOPERATIVA DE CANTANHEDE, CRL MARQUÊS DE MARIALVA – Extra Bruto Cuvée 2012 Prata
Rui Lucas PRIOR LUCAS – Tinto – Baga Tinta-Roriz Syrah 2015 Prata
Luis Pato Unip Lda Pato Rebel branco 2017 Prata

Uma tarde fantástica a descobrir a casta BAGA – Em Prova Cega!

Cerca de duas dezenas de apaixonados estiveram recentemente em Aveiro, no Restaurante SALPOENTE (que, diga-se, nos recebeu como verdadeiros príncipes do vinho) para aprender e muito sobre a casta BAGA.

Não entrando em discussões sobre se nasceu na Bairrada ou no Dão ou nos dois, o trajecto que foi feito foi temerário: proporcionou-se aos presentes um verdadeiro teste aos sentidos – (re)conhecer a casta!

Deixou-se de lado os vinhos que “gritam” Bairrada por todo o lado, pelo estilo, pela força, pelos taninos. Fomos tentar descobrir onde é que temerários produtores plantam a casta fora da Bairrada. Demos espaço a alguns dos jovens que estão a reinterpretar a casta (ou como outros dizem, voltando a métodos antigos) e misturámos tudo!

Depois de uma alocução sobre a casta pela mão do grande Ataíde Semedo, o grupo, constituído por alguns tarimbados em provas cegas, variadíssimos neófitos nestes metiers e alguns enólogos ou profissionais do sector, teve que “suportar” estoicamente 18 vinhos, não sabendo se estavam a beber Bagas feitos na Bairrada ou fora dela.

É que o desafio também foi esse! Desde o início, o Magnum Wine Club/Bairrada Wine Passion, com o apoio dos Cegos por Provas, quis juntar TODOS os vinhos com casta BAGA criados fora da Bairrada com os Bagas da Nova Geração (ou feitos como os antigos).

Conseguiu-se um plantel de grande nível. Praticamente todos os produtores de fora da Bairrada estiveram presentes e alguns da Bairrada. Aqui ficam os nomes dos que aceitaram o nosso desafio.

Fita Preta (António Maçanita) do Alentejo: Adega Camolas e Quinta Brejinho da Costa, de Setúbal; das Terras de Sicó, o Monte Formigão; pela Beira Interior, a Quinta dos Termos e pelo Douro, a Quinta de Vale Meão.

O “plantel” da Bairrada compunha-se de Ares da Bairrada (Regateiro), Ataíde Semedo, Campolargo, Caves Messias, GIZ, Pedro Guilherme Andrade, Vadio e VPuro.

Em termos globais, foi muito interessante verificar as conversas entre os presentes, muitas vezes sem saberem qual a “região” dos vinhos – cada flight tinha vinhos que eram “ou da Bairrada” ou de fora da Bairrada” mas no global o que foi mais curioso, sem dúvida, foi o espanto sobre os estilos, as formas de fazer e de trabalhar a casta BAGA.

A prova foi sobretudo educativa e por isso não serão publicados os resultados gerais, apenas acessíveis aos produtores presentes e aos participantes. Queremos no entanto referi r que a qualidade global foi muito interessante, com a constância das classificações (1 ponto a separar mais de metade dos vinhos em prova numa escala 10-20) e algumas surpresas.

Poderemos, de qualquer forma, dar os parabéns a todos os produtores, referindo que os vinhos Monte Formigão 2015 (Terras de Sicó) e Comendador Costa Reserva 2014 foram os que mais agradaram no sector dos “fora da Bairrada enquanto que entre os participantes da Bairrada, alguns dos preferidos foram o Grande Vadio 2013, o Ataíde Semedo Grande Reserva 2015, o Vinho D’Anita 2015 (Ares da Bairrada) e o Giz Quinta das Cavaleiras.

Muitos ficaram agora rendidos a todos os Bagas, desde os clássicos a este tipo de produtos e acreditamos que, só por isso, a prova já tenha validado a pena!

Aprender os truques de secar o bacalhau…

Depois da degustação e respectiva análise sensorial e dos pormenores sobre a demolha do bacalhau, eventos realizados nas últimas semanas, o ciclo da UNAVE e da Câmara Municipal de Ílhavo sobre o Bacalhau termina com uma workshop dedicada à secagem do mesmo, e por isso, às diferenças entre as diversas curas.

Segunda-feira, dia 09, pelas 18.30h, na empresa Bacalhau de Barents (Cais Bacalhoeiro, Gafanha da Nazaré), com a presença de Fernando Neto, professor do Departamento de Engenharia Mecânica (UA) e António Ribau, administrador da empresa Bacalhau do Barents.

As entradas nos eventos do ciclo Bacalhau Com Saberes são gratuitas, mas sujeitas a inscrição, através do endereço eletrónico josecmaximino@ua.pt ou do telefone 96 347 22 10.

Mais um workshop para saber mais sobre o bacalhau!

Falar de bacalhau é falar de Ílhavo. É falar da identidade de um povo. Das raízes e das suas gentes. De cultura e de histórias, que se entrecruzam e confundem. Mas falar, hoje, de bacalhau é, também, falar de tecnologia e de inovação É falar de uma realidade social, económica e cultural pungente que, ancorada na tradição ancestral, se constrói, expande e projeta a partir da tradição, do progresso tecnológico e do conhecimento científico.

Desenvolvido pela UNAVE-Associação para a Formação Profissional e Investigação da Universidade de Aveiro (em resposta a um desafio da Câmara Municipal de Ílhavo), o ciclo Bacalhau Com Saberes (*) prossegue na próxima quarta-feira, 28 de março, com um workshop dedicado à demolha.

Quais são as boas práticas e que segredos encerra uma boa demolha. A demolha tradicional e os novos processos. Redução tempo de demolha, otimização de processos, poupança energética, etc… são questões que vamos explorar, colocando em confronto, num ambiente descontraído, o saber científico (produzido na Universidade) e o saber de experiência feito (próprio do mundo empresarial).

workshop terá lugar no navio museu Santo André, na Gafanha da Nazaré, a partir das 18h30, contando com intervenções de Jorge Saraiva, professor, investigador e diretor da licenciatura em Biotecnologia da Universidade de Aveiro, e Guedes Vaz, diretor industrial da empresa Rui Costa e Sousa & Irmão.

Para 9 de abril, anuncia-se já um terceiro workshop, desta vez dedicado à secagem do bacalhau:

“Secagem: do ar livre para o frio” | 9 Abril | 18h30
Local: Empresa Bacalhau do Barents (Gafanha da Nazaré)

Conteúdos: Os novos processos, o frio, redução do tempo de seca, poupança energética, etc… Cura tradicional/cura amarela.

Intervenientes: Fernando Neto, professor do Departamento de Engenharia Mecânica (UA) e António Ribau, administrador da empresa Bacalhau do Barents.

As entradas nos eventos do ciclo Bacalhau Com Saberes são gratuitas, mas sujeitas a inscrição, através do endereço eletrónico josecmaximino@ua.pt ou do telefone 96 347 22 10.

Jantar do Fumeiro no Salpoente foi… saboroso do inicio ao fim

Há semana e meia tive a oportunidade de estar num jantar a seis mãos com a inspiração de Montalegre e a versatilidade dos nossos enchidos, do nosso fumeiro. Não perdi a oportunidade e correu bastante bem. Também tinha a oportunidade, como enófilo que sou, de revisitar os vinhos Head Rock, de Trás-os-Montes, que já conhecia mas que não tinha recordações há algum tempo.

O inicio foi bastante cativante. A mestria do corte de chef Vitor Oliveira, que nos proporcionou um presunto local de elevada qualidade, foi bem acmpanhada de enchidos vários e o branco da Head Rock que dava a frescura (o Alvarinho nestas condições é uma casta curiosa…) que as entradas exigiam. Depois de um belo momento de convívio, os chefs Duarte Eira e Marco Gomes (do Oficina, do Porto) deram largas à sua imaginação, cruzando produtos locais e sabores tradicionais em pratos com um colorido e sabor delicioso. Os produtores da Head Rock estiveram presentes e foram dando referências dos vinhos em prova, cujas harmonizações calharam bastante bem. Bonito, bom, delicioso, o que mais se quer de uma jantar de sábado?

Explorar o mundo do Bacalhau

A região de Aveiro é, pela sua história, a “sede” do Bacalhau. As quotas de pesca estavam na posse de armadores da região, as fábricas de transformação e secagem estão aqui maioritariamente situadas (no concelho de Ílhavo) e nos restaurantes da zona é um ingrediente omnipresente e onde todas os seus produtos são profusamente utilizados. Temos a vantagem de comer bacalhau, caras, ovas, linguas, samos, and so on…

Mas se é uma apaixonado pelo Bacalhau, deverá aproveitar as workshops que a UNAVE vai organizar, num conceito semelhante ao que foi realizado com o Vinho. Três sessões que ajudaram a saber mais com o ganídeo adquirido ou pescado em mares do Norte desce até as nossas mesas. Começa já na quarta-feira!

Guias para não se perder na Essência do Vinho e Simplesmente Vinho 2018

O Porto torna-se a capital nacional do vinho esta semana! Seja um vigneron com microproduções ou uma grande empresa, há muito por onde escolher: duas feiras vínicas decorrem ao mesmo tempo, separadas por menos de 5 minutos a pé…

Factos:

Essência do Vinho – 4 dias, de quinta, 22 a domingo, 25 no Palácio da Bolsa. Horários: 22 de fevereiro / 15:00 – 20:00
23 de fevereiro e 24 de fevereiro 
/ 15:00 – 21:00 e 25 de fevereiro / 15:00 – 20:00 e Preços: 20 euros antecipado, 25 euros no local. Alguns convites com entrada paga. Centenas de produtores, milhares de vinhos e milhares de visitantes.

Simplesmente Vinho – 2 dias, sexta e sábado. Assumidamente alternativo, convida 101 vignerons, numa percentagem de 70/30 entre portugueses e espanhóis (e destes maioritariamente galegos). Também há franceses. Cais Novo recebe pela segunda vez o evento, na zona de Miragaia. A 5 minutos a pé do Palácio da Bolsa, na Rua de Monchique, 120. Bilhete diário a 18 euros. Descontos, não há. Mas há concertos ao final do dia e 3 restaurantes internos para petiscar ou comer. Horários: 16 às 22h, nos dois dias. Algumas centenas de vinhos e milhares de visitantes 🙂

A Essência tem um programa de provas comentadas, algumas das quais já esgotadas. Para os enófilos mais militantes, estas provas especiais são o “must” da Essência. Vinhos raros, diferentes são provados, com a presença de lendas vivas da enologia e por isso, são autênticas medalhas para os mais apaixonados desta nobre arte de cheirar, provar e degustar. No Simplesmente, bem.. simplesmente a maioria das pessoas com quem falam são os próprios produtores, com as vantagens que isso traz na ligação e no saber.

Deixo-vos aqui algumas dicas para poderem disfrutar destes dois eventos. Leiam e divulguem…

Faça o trabalho de casa – Analise os vinhos já provados em outras ocasiões. Aqueles que gostava de ter uma segunda experiência. Os que já sairam e está interessado em provar. Consulte os sites e facebooks das empresas, verificando se elas vão estar presentes. Consulte o programa oficial, se conseguir (até estão nos sites, com informação sobre os produtores)

Tenha uma estratégia – Seja ela qual for. A estratégia depende dos dias em que vai. Pense que só tem seis horas na sexta e sábado (cinco na quinta e domingo) para a essência e 6 horas para o Simplesmente e dessas, nem todas são “úteis” pois vai ter que responder a necessidades básicas, entre as quais alimentar-se e beber água… Defina quais as casas que pretende conhecer, ou regiões, ou estilos/castas. E mantenha-se fiel, por mais tentador que seja começar numa ponta e terminar noutra… Até porque não vai conseguir fazer isso e fica frustrado.

Vá de comboio ou de boleia – Para quem vive no eixo Coimbra – Aveiro – Porto – Braga – Guimarães (e mesmo um corajoso lisboeta), a melhor opção é o comboio. De São Bento ao Palácio da Bolsa são 7 minutos (a descer)  ou a 15 (no final da noite) (aumenta mais 5/7 para o Simplesmente) e há comboios até depois da meia noite, o que permite jantar a seguir ao evento. Se optar pelo carro, há parques perto. Mas por favor, provar vinhos, mesmo que não os beba, provoca efeitos, como todos sabemos. É um risco desnecessário. Porque além disso, pode sempre optar por um dos muitos hostels que existem.

Não tenha mais olhos que barriga – Como disse anteriormente, são 6/7 horas. Com água e mantimentos pelo meio. Por muito que queira, não vai conseguir provar mais do que 40 vinhos por dia, em média. Escolha sensatamente. Defina que segmentos e estilos pretenda provar. Ouça quem lhe serve. Sabem, em principio, mais do que você sobre o vinho e podem ensinar-lhe. Faça perguntas. Aprenda. OUÇA!!! Não chegue e exija algo.

Aproveite o stand da Água das Pedras na Essência e peça água no Simplesmente – Acredite que uma das coisas mais importantes destes eventos é saber quando deve hidratar-se. E não, não estamos a falar de rosé, nem de espumante como hidratantes…

Registe e absorva – Leve um caderno, fixe na memória ou tire fotografias com o telemóvel. Vale todas as técnicas para se lembrar de quais os vinhos fantásticos. Aqueles que vai querer saber mais. Ou os que nunca mais vai provar (ok, nunca é muito forte, dê uma segunda oportunidade).

Tenha paciência – Esta dica é dedicada a quem vai lá no sábado e no domingo. A abertura de portas é às 15 na Essência. No sábado, até o Simplesmente fica caótico. A qualquer hora ambos são caóticos. As entradas, os corredores. Tenham paciência com quem vos serve. Já passaram milhares e todos querem o vinho topo de gama. Sem provar mais nenhum…

E bom senso – Carteiras gigantes de senhora e mochilas, kispos e sobretudos devem ficar no bengaleiro. A temperatura é super confortável e por isso, tentem ocupar o menor espaço possível! E divirtam-se!

Qualquer coisa que queiram acresecentar, é só comentar! E avisem, se forem!!

Aqui estão os Melhores do Ano 2017 – Prémio Revista de Vinhos

Aqui fica a lista dos que são considerados os “Óscares” do vinho e da gastronomia em Portugal e que foram entregues, numa gala realizada ontem na Alfândega do Porto pela publicação especializada Revista de Vinhos, que entregou troféus a 23 grandes protagonistas destas áreas, na 21ª edição do certame.

“Os Melhores do Ano 2017”

HOMENAGEM
Fernando Guedes (Sogrape)

PERSONALIDADE DO ANO NO VINHO
Francisco “Vito” Olazabal (Quinta do Vale Meão, Douro)

VINHO DO ANO
Mouchão Tonel 3-4 2011 (Alentejo)

PRODUTOR DO ANO
Quinta da Fata (Dão)

PRODUTOR DE VINHOS FORTIFICADOS DO ANO
Henriques & Henriques (Madeira)

PRODUTOR REVELAÇÃO DO ANO
Quinta da Serradinha (Lisboa, Encostas D’Aire)

EMPRESA DO ANO
Casa Santos Lima (Alentejo)

MARCA DO ANO
Mateus Rosé (Douro)

ENÓLOGO DO ANO
Luís Sottomayor (Sogrape)

ENÓLOGO REVELAÇÃO DO ANO
Nuno Gonzalez (Herdade da Malhadinha Nova, Alentejo)

SOMMELIER / WINE DIRECTOR DO ANO
Sérgio Marques (Il Gallo d’Oro, Madeira)

INOVAÇÃO / INVESTIGAÇÃO DO ANO
Esporão (Alentejo)

ENOTURISMO DO ANO
Vila Galé Clube de Campo (Alentejo)

LOJA / GARRAFEIRA DO ANO
Garrafeira Nacional (Lisboa)

DISTRIBUIDOR DO ANO
Portfolio Vinhos

PERSONALIDADE DO ANO NO BRASIL
Marcelo Lima (empresário, produtor de vinhos nas regiões do Douro e dos Vinhos Verdes)

PERSONALIDADE DO ANO NA GASTRONOMIA
Ljubomir Stanisic (100 Maneiras, Lisboa)

RESTAURANTE GASTRONÓMICO DO ANO
Feitoria (Lisboa)

RESTAURANTE COM MELHOR SERVIÇO DE VINHOS DO ANO
Enoteca de Belém (Lisboa)

CHEFE DE COZINHA DO ANO
Ricardo Costa (The Yeatman, Vila Nova de Gaia)

CHEFE REVELAÇÃO DO ANO
Vasco Coelho Santos (Euskalduna, Porto)

PRODUTOR ARTESANAL DO ANO
Neptun (Faralhão, Estuário do Sado)

DESTINO GASTRONÓMICO DO ANO
Matosinhos

BAR DO ANO
Red Frog (Lisboa)

Foram avaliados mais de 3500 produtos, projetos, negócios e personalidades segundo Nuno Pires, diretor da Revista de Vinhos.