Enóphilo estende-se a Coimbra já este fim de semana!

A primeira edição do Enóphilo Wine Fest em Coimbra decorre no sábado, dia 9 de junho a partir das 15h00 no Convento São Francisco. Os apaixonados de vinho da zona centro têm assim a hipótese de provar mais de 200 vinhos, por apenas 5 euros.

A primeira edição do ENÓPHILO WINE FEST COIMBRA é, para Luís Gradíssimo, o organizador, um objectivo há muito ambicionado, pois “o vinho também é cultura e conhecimento”, e Coimbra é uma cidade “dinâmica, com pessoas ávidas de mais informação vínica”.

OS PRODUTORES

Vinho Verde: Quinta do Ferro; Quinta do Outeiro; Quinta do Regueiro; Covela; Vinho Verde Young Projects (Vale dos Ares, Quinta de Santiago, 100 Igual, Cazas Novas); Anselmo Mendes.

Douro e Porto: Quinta da Rede; Vinilourenço; Quinta da Costa do Pinhão; Vieira de Sousa.

Trás-os-Montes: Quinta do Gago; Do Joa.

Dão: Casa Anadia; Quinta de Lemos.

Bairrada: Joaquim Arnaud; Quinta dos Abibes; Giz by Luis Gomes; Quinta da Lagoa Velha; Quinta das Bágeiras; Kompassus

Beira Interior: Quinta do Cardo; Anselmo Mendes

Tejo: Romana Vini; Casal Branco; João Barbosa

Lisboa: Quinta de Pancas; Joaquim Arnaud; Infinitude; C. M. Oeiras – Vinho Carcavelos; Romana Vini; Quinta do Lagar Novo.

Península de Setúbal: Joaquim Arnaud; Herdade do Cebolal; Herdade do Portocarro.

Alentejo: Joaquim Arnaud; Vinha das Virtudes; João Barbosa.

O ENÓPHILO WINE FEST COIMBRA, vai contar com três provas especiais, com lugares limitados, e que serão oportunidades únicas para desfrutar de vinhos normalmente únicos.

Às 15h30 realiza-se a prova “QUINTA DO CARDO: PASSADO, PRESENTE E FUTURO”. Uma prova entre brancos e tintos que percorre a história da Quinta do Cardo, emblemático produtor da região da Beira Interior. Nesta prova serão apresentados alguns dos mais extraordinários vinhos produzidos nos últimos 40 anos. Compreenda a sua evolução e conheça de perto este terroir de altitude.

Depois, às 17h00 será a vez do produtor Sem Igual, demonstrar o potencial dos seus vinhos com a prova que intitulou “UMA VERTICAL SEM IGUAL”, na qual será possível provar todas as colheitas produzidas por este pequeno produtor da região do Vinho Verde, com vinhos brancos feitos com base nas castas Arinto e Azal. A começar com a antevisão da colheita 2017, será uma sucessão das colheitas produzidas, onde se poderá provar não só as diferenças naturais entre anos, como também a evolução que estes vinhos entretanto tiveram. A prova será conduzida por João Camizão, o produtor dos vinhos Sem Igual, num momento intimista e de partilha dos seus vinhos e experiências.

Por fim, às 18h30 realiza-se a prova “VILLA OEIRAS: COLHEITAS COM HISTÓRIA”. Uma prova vertical de várias colheitas do Vinho de Carcavelos, o Villa Oeiras, produzido pela Câmara Municipal de Oeiras. Um momento histórico, uma prova rara onde será possível provar vinhos em estágio e perceber a evolução ao longo do tempo.

Os bilhetes estão à venda na TicketLine on-line e na rede de aderentes, locais como Fnacs, Wortens e Centro Comercial Dolce Vita, por exemplo. O bilhete tem um valor de 5€ em pré-venda e no dia do evento custará 10 euros. As três Provas Especiais têm lugares limitados, o acesso a cada uma custa 20€. Quem não quiser perder nada tem o Pack Enóphilo por 50€ que inclui, também, a entrada no evento. A organização disponibiliza, a título de empréstimo, um copo Schott Zwiesel para degustação de mais de 200 vinhos.

Uma tarde fantástica a descobrir a casta BAGA – Em Prova Cega!

Cerca de duas dezenas de apaixonados estiveram recentemente em Aveiro, no Restaurante SALPOENTE (que, diga-se, nos recebeu como verdadeiros príncipes do vinho) para aprender e muito sobre a casta BAGA.

Não entrando em discussões sobre se nasceu na Bairrada ou no Dão ou nos dois, o trajecto que foi feito foi temerário: proporcionou-se aos presentes um verdadeiro teste aos sentidos – (re)conhecer a casta!

Deixou-se de lado os vinhos que “gritam” Bairrada por todo o lado, pelo estilo, pela força, pelos taninos. Fomos tentar descobrir onde é que temerários produtores plantam a casta fora da Bairrada. Demos espaço a alguns dos jovens que estão a reinterpretar a casta (ou como outros dizem, voltando a métodos antigos) e misturámos tudo!

Depois de uma alocução sobre a casta pela mão do grande Ataíde Semedo, o grupo, constituído por alguns tarimbados em provas cegas, variadíssimos neófitos nestes metiers e alguns enólogos ou profissionais do sector, teve que “suportar” estoicamente 18 vinhos, não sabendo se estavam a beber Bagas feitos na Bairrada ou fora dela.

É que o desafio também foi esse! Desde o início, o Magnum Wine Club/Bairrada Wine Passion, com o apoio dos Cegos por Provas, quis juntar TODOS os vinhos com casta BAGA criados fora da Bairrada com os Bagas da Nova Geração (ou feitos como os antigos).

Conseguiu-se um plantel de grande nível. Praticamente todos os produtores de fora da Bairrada estiveram presentes e alguns da Bairrada. Aqui ficam os nomes dos que aceitaram o nosso desafio.

Fita Preta (António Maçanita) do Alentejo: Adega Camolas e Quinta Brejinho da Costa, de Setúbal; das Terras de Sicó, o Monte Formigão; pela Beira Interior, a Quinta dos Termos e pelo Douro, a Quinta de Vale Meão.

O “plantel” da Bairrada compunha-se de Ares da Bairrada (Regateiro), Ataíde Semedo, Campolargo, Caves Messias, GIZ, Pedro Guilherme Andrade, Vadio e VPuro.

Em termos globais, foi muito interessante verificar as conversas entre os presentes, muitas vezes sem saberem qual a “região” dos vinhos – cada flight tinha vinhos que eram “ou da Bairrada” ou de fora da Bairrada” mas no global o que foi mais curioso, sem dúvida, foi o espanto sobre os estilos, as formas de fazer e de trabalhar a casta BAGA.

A prova foi sobretudo educativa e por isso não serão publicados os resultados gerais, apenas acessíveis aos produtores presentes e aos participantes. Queremos no entanto referi r que a qualidade global foi muito interessante, com a constância das classificações (1 ponto a separar mais de metade dos vinhos em prova numa escala 10-20) e algumas surpresas.

Poderemos, de qualquer forma, dar os parabéns a todos os produtores, referindo que os vinhos Monte Formigão 2015 (Terras de Sicó) e Comendador Costa Reserva 2014 foram os que mais agradaram no sector dos “fora da Bairrada enquanto que entre os participantes da Bairrada, alguns dos preferidos foram o Grande Vadio 2013, o Ataíde Semedo Grande Reserva 2015, o Vinho D’Anita 2015 (Ares da Bairrada) e o Giz Quinta das Cavaleiras.

Muitos ficaram agora rendidos a todos os Bagas, desde os clássicos a este tipo de produtos e acreditamos que, só por isso, a prova já tenha validado a pena!

Mais um workshop para saber mais sobre o bacalhau!

Falar de bacalhau é falar de Ílhavo. É falar da identidade de um povo. Das raízes e das suas gentes. De cultura e de histórias, que se entrecruzam e confundem. Mas falar, hoje, de bacalhau é, também, falar de tecnologia e de inovação É falar de uma realidade social, económica e cultural pungente que, ancorada na tradição ancestral, se constrói, expande e projeta a partir da tradição, do progresso tecnológico e do conhecimento científico.

Desenvolvido pela UNAVE-Associação para a Formação Profissional e Investigação da Universidade de Aveiro (em resposta a um desafio da Câmara Municipal de Ílhavo), o ciclo Bacalhau Com Saberes (*) prossegue na próxima quarta-feira, 28 de março, com um workshop dedicado à demolha.

Quais são as boas práticas e que segredos encerra uma boa demolha. A demolha tradicional e os novos processos. Redução tempo de demolha, otimização de processos, poupança energética, etc… são questões que vamos explorar, colocando em confronto, num ambiente descontraído, o saber científico (produzido na Universidade) e o saber de experiência feito (próprio do mundo empresarial).

workshop terá lugar no navio museu Santo André, na Gafanha da Nazaré, a partir das 18h30, contando com intervenções de Jorge Saraiva, professor, investigador e diretor da licenciatura em Biotecnologia da Universidade de Aveiro, e Guedes Vaz, diretor industrial da empresa Rui Costa e Sousa & Irmão.

Para 9 de abril, anuncia-se já um terceiro workshop, desta vez dedicado à secagem do bacalhau:

“Secagem: do ar livre para o frio” | 9 Abril | 18h30
Local: Empresa Bacalhau do Barents (Gafanha da Nazaré)

Conteúdos: Os novos processos, o frio, redução do tempo de seca, poupança energética, etc… Cura tradicional/cura amarela.

Intervenientes: Fernando Neto, professor do Departamento de Engenharia Mecânica (UA) e António Ribau, administrador da empresa Bacalhau do Barents.

As entradas nos eventos do ciclo Bacalhau Com Saberes são gratuitas, mas sujeitas a inscrição, através do endereço eletrónico josecmaximino@ua.pt ou do telefone 96 347 22 10.

Jantar do Fumeiro no Salpoente foi… saboroso do inicio ao fim

Há semana e meia tive a oportunidade de estar num jantar a seis mãos com a inspiração de Montalegre e a versatilidade dos nossos enchidos, do nosso fumeiro. Não perdi a oportunidade e correu bastante bem. Também tinha a oportunidade, como enófilo que sou, de revisitar os vinhos Head Rock, de Trás-os-Montes, que já conhecia mas que não tinha recordações há algum tempo.

O inicio foi bastante cativante. A mestria do corte de chef Vitor Oliveira, que nos proporcionou um presunto local de elevada qualidade, foi bem acmpanhada de enchidos vários e o branco da Head Rock que dava a frescura (o Alvarinho nestas condições é uma casta curiosa…) que as entradas exigiam. Depois de um belo momento de convívio, os chefs Duarte Eira e Marco Gomes (do Oficina, do Porto) deram largas à sua imaginação, cruzando produtos locais e sabores tradicionais em pratos com um colorido e sabor delicioso. Os produtores da Head Rock estiveram presentes e foram dando referências dos vinhos em prova, cujas harmonizações calharam bastante bem. Bonito, bom, delicioso, o que mais se quer de uma jantar de sábado?

Explorar o mundo do Bacalhau

A região de Aveiro é, pela sua história, a “sede” do Bacalhau. As quotas de pesca estavam na posse de armadores da região, as fábricas de transformação e secagem estão aqui maioritariamente situadas (no concelho de Ílhavo) e nos restaurantes da zona é um ingrediente omnipresente e onde todas os seus produtos são profusamente utilizados. Temos a vantagem de comer bacalhau, caras, ovas, linguas, samos, and so on…

Mas se é uma apaixonado pelo Bacalhau, deverá aproveitar as workshops que a UNAVE vai organizar, num conceito semelhante ao que foi realizado com o Vinho. Três sessões que ajudaram a saber mais com o ganídeo adquirido ou pescado em mares do Norte desce até as nossas mesas. Começa já na quarta-feira!

Guias para não se perder na Essência do Vinho e Simplesmente Vinho 2018

O Porto torna-se a capital nacional do vinho esta semana! Seja um vigneron com microproduções ou uma grande empresa, há muito por onde escolher: duas feiras vínicas decorrem ao mesmo tempo, separadas por menos de 5 minutos a pé…

Factos:

Essência do Vinho – 4 dias, de quinta, 22 a domingo, 25 no Palácio da Bolsa. Horários: 22 de fevereiro / 15:00 – 20:00
23 de fevereiro e 24 de fevereiro 
/ 15:00 – 21:00 e 25 de fevereiro / 15:00 – 20:00 e Preços: 20 euros antecipado, 25 euros no local. Alguns convites com entrada paga. Centenas de produtores, milhares de vinhos e milhares de visitantes.

Simplesmente Vinho – 2 dias, sexta e sábado. Assumidamente alternativo, convida 101 vignerons, numa percentagem de 70/30 entre portugueses e espanhóis (e destes maioritariamente galegos). Também há franceses. Cais Novo recebe pela segunda vez o evento, na zona de Miragaia. A 5 minutos a pé do Palácio da Bolsa, na Rua de Monchique, 120. Bilhete diário a 18 euros. Descontos, não há. Mas há concertos ao final do dia e 3 restaurantes internos para petiscar ou comer. Horários: 16 às 22h, nos dois dias. Algumas centenas de vinhos e milhares de visitantes 🙂

A Essência tem um programa de provas comentadas, algumas das quais já esgotadas. Para os enófilos mais militantes, estas provas especiais são o “must” da Essência. Vinhos raros, diferentes são provados, com a presença de lendas vivas da enologia e por isso, são autênticas medalhas para os mais apaixonados desta nobre arte de cheirar, provar e degustar. No Simplesmente, bem.. simplesmente a maioria das pessoas com quem falam são os próprios produtores, com as vantagens que isso traz na ligação e no saber.

Deixo-vos aqui algumas dicas para poderem disfrutar destes dois eventos. Leiam e divulguem…

Faça o trabalho de casa – Analise os vinhos já provados em outras ocasiões. Aqueles que gostava de ter uma segunda experiência. Os que já sairam e está interessado em provar. Consulte os sites e facebooks das empresas, verificando se elas vão estar presentes. Consulte o programa oficial, se conseguir (até estão nos sites, com informação sobre os produtores)

Tenha uma estratégia – Seja ela qual for. A estratégia depende dos dias em que vai. Pense que só tem seis horas na sexta e sábado (cinco na quinta e domingo) para a essência e 6 horas para o Simplesmente e dessas, nem todas são “úteis” pois vai ter que responder a necessidades básicas, entre as quais alimentar-se e beber água… Defina quais as casas que pretende conhecer, ou regiões, ou estilos/castas. E mantenha-se fiel, por mais tentador que seja começar numa ponta e terminar noutra… Até porque não vai conseguir fazer isso e fica frustrado.

Vá de comboio ou de boleia – Para quem vive no eixo Coimbra – Aveiro – Porto – Braga – Guimarães (e mesmo um corajoso lisboeta), a melhor opção é o comboio. De São Bento ao Palácio da Bolsa são 7 minutos (a descer)  ou a 15 (no final da noite) (aumenta mais 5/7 para o Simplesmente) e há comboios até depois da meia noite, o que permite jantar a seguir ao evento. Se optar pelo carro, há parques perto. Mas por favor, provar vinhos, mesmo que não os beba, provoca efeitos, como todos sabemos. É um risco desnecessário. Porque além disso, pode sempre optar por um dos muitos hostels que existem.

Não tenha mais olhos que barriga – Como disse anteriormente, são 6/7 horas. Com água e mantimentos pelo meio. Por muito que queira, não vai conseguir provar mais do que 40 vinhos por dia, em média. Escolha sensatamente. Defina que segmentos e estilos pretenda provar. Ouça quem lhe serve. Sabem, em principio, mais do que você sobre o vinho e podem ensinar-lhe. Faça perguntas. Aprenda. OUÇA!!! Não chegue e exija algo.

Aproveite o stand da Água das Pedras na Essência e peça água no Simplesmente – Acredite que uma das coisas mais importantes destes eventos é saber quando deve hidratar-se. E não, não estamos a falar de rosé, nem de espumante como hidratantes…

Registe e absorva – Leve um caderno, fixe na memória ou tire fotografias com o telemóvel. Vale todas as técnicas para se lembrar de quais os vinhos fantásticos. Aqueles que vai querer saber mais. Ou os que nunca mais vai provar (ok, nunca é muito forte, dê uma segunda oportunidade).

Tenha paciência – Esta dica é dedicada a quem vai lá no sábado e no domingo. A abertura de portas é às 15 na Essência. No sábado, até o Simplesmente fica caótico. A qualquer hora ambos são caóticos. As entradas, os corredores. Tenham paciência com quem vos serve. Já passaram milhares e todos querem o vinho topo de gama. Sem provar mais nenhum…

E bom senso – Carteiras gigantes de senhora e mochilas, kispos e sobretudos devem ficar no bengaleiro. A temperatura é super confortável e por isso, tentem ocupar o menor espaço possível! E divirtam-se!

Qualquer coisa que queiram acresecentar, é só comentar! E avisem, se forem!!

Dois músicos e duas entidades serão os novos Confrades de Honra da Confraria do Bacalhau!

Quase quase nos 20 anos, que serão, estou certo, comemorados no próximo ano com pompa e circunstância, a Confraria Gastronómica do Bacalhau irá organizar, mais uma vez, o seu famoso Capítulo, neste caso o 19º este sábado, entre o Museu, Aquário dos Bacalhaus e Hotel de Ílhavo.

Para confrades de honra escolheram dois campos diferentes: o musical e o institucional. Capitania e Porto de Aveiro são duas grandes entidades que farão parte da lista de honra da Confraria, mas que serão sonoramente bem acompanhadas por Paulo de Carvalho e pelo brasileiro Ivan Lins, os outros dois entronizados como Confrades de Honra. Serão quatro grandes nomes a galardoar amanhã.

O programa é o “habitual”. Recepção e Entronização no Museu Marítimo de Ílhavo, passagem pelo aquário dos bacalhaus para “homenagem ao dito” e cortejo e foto até ao Hotel de Ílhavo. Quanto ao repasto (pois afinal este blog é eno-eno-eno-gastronómico) todas as variantes do fiel amigo estarão presentes:  as pataniscas na Patanisca de Honra, os bolos, a punheta, os samos e as carinhas fritas nas entradas e a chora, feijoada de samos e o bacalhau à confraria como pratos principais. Depois mostramos as fotos 🙂

Os bons vinhos e espumantes da região deverão ser, mais uma vez, o equilíbrio indispensável a este repasto!

Tâmega e Sousa dão-se a conhecer

A Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM do Tâmega e Sousa), em articulação com os municípios que a integram e em parceria com a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), a Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) e a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) criou um evento enogastronómico para animar os meses de Dezembro a Abril.

A iniciativa, com o nome “TâmegaSousa Vinho Verde Wine Experience refere-se à CIM que está inserida na sua totalidade na Região dos Vinhos Verdes e agregando cinco das suas nove sub-regiões – sub-região de Amarante, sub-região de Baião, sub-região de Basto, sub-região do Paiva e sub-região do Sousa –,  um território de marcada tradição vitivinícola, sendo responsável pela produção de cerca de 50% do vinho da região dos Verdes.

Um produto de excelência que o programa enogastronómico TâmegaSousa Vinho Verde Wine Experience pretende promover junto de um público especializado, designadamente bloggers, críticos de gastronomia e vinhos, wine lovers, entre outros, dando-lhes a conhecer e a provar algumas das mais interessantes castas produzidas no Tâmega e Sousa, aliando-lhes a genuína e deliciosa gastronomia regional.

A decorrer entre 15 de dezembro e 20 de abril de 2018, o programa inclui um conjunto de jantares vínicos, num total de cinco, a realizar em quintas produtoras de Vinho Verde localizadas em cada uma das cinco sub-regiões do Tâmega e Sousa.

O primeiro jantar vínico já se realizou na Quinta da Raza, em Celorico de Basto, concelho integrado na sub-região de Basto, tendo sido dirigido pelo chef Marco Gomes e pelo enólogo António Sousa. Os restantes quatro jantares terão lugar no dia 19 de janeiro, na Quinta do Outeiro, em Castelo de Paiva (sub-região do Paiva), com o chef Álvaro Costa e o enólogo Jorge Sousa Pinto; no dia 16 de fevereiro, na Fundação Eça de Queiroz / Restaurante de Tormes, em Baião (sub-região de Baião), com o chef Nuno Diniz e o enólogo Rui Cunha; no dia 16 de março, na Casa da Calçada / Restaurante Largo do Paço, em Amarante (sub-região de Amarante), com o chef Tiago Bonito e o enólogo João Cabral de Almeida; e no dia 20 de abril, na Quinta da Aveleda, em Penafiel (sub-região do Sousa), com o chef Renato Cunha e o enólogo Manuel Soares.

Monção e Melgaço: Uma tarde de grande promoção vínica

Monção e Melgaço instalaram-se na passada segunda-feira, dia 27 de Novembro, na Casa do Vinho Verde, a sede da Comissão Vitivínicola dos Vinhos Verdes, no Porto, para um final de tarde grandioso de forma a provar a profissionais do ramo (distribuidores, garrafeiras, restauração, entre outros) que os vinhos Alvarinho de Monção e Melgaço harmonizam com os pratos tradicionais e os reinventados para este Natal.

Foram convidados seis chefes, de seis casas (a maioria do norte mas com a contribuição de Joaquim Almeida, de Évora) que deram a conhecer a sua criatividade em seis propostas (duas sobremesas, uma entrada e dois pratos) para momentos de Natal que harmonizassem com vinhos Alvarinho da sub-região de Monção e Melgaço.

A verdade é que os pratos estiveram em grande nível, os chefes mostraram-se simpáticos e comunicativos e os vinhos… combinações quase perfeitas, em que mais do que a capacidade de harmonização plena (perfeitamente conseguida), foi o gosto pessoal que permitiu, nalguns casos, destrinçar o “vencedor” de cada uma das harmonizações.

Em termos pessoais, serviu para conhecer marcas e referências ainda pouco conhecidas (o Poema Reserva e o Rebouça (especialmente o espumante)), e contactar com produtores presentes já consolidados no mercado.
Parabéns, e esperemos que para o ano haja mais. Visite o Facebook do Magnum Wine Club para mais fotos do evento.

Wine Fest 2017 do Porto no sábado!

O próximo sábado, dia 18, obriga-nos a pensar em ir ao Porto. Mais especificamente ao Salão Nobre da Alfândega do Porto que recebe mais de 30 produtores de vinhos e espumantes. É a repetição, dado o sucesso da primeira edição, do Wine Fest Porto, um evento do Luís Gradissimo que vale a pena, pela qualidade e consistência dos produtores. 300 referências de 11 regiões portuguesas estarão presentes num evento que se realiza entre as 15h00 e as 20h00, no Salão Nobre do edifício da Alfândega do Porto.

Para além das presenças (que estão aqui numa lista embaixo) A organização conta com outros motivos para levar os enófilos a ir lá, infelizmente esgotadas: Os apreciadores de vinhos que garantiram lugar, vão poder usufruir de três ‘Provas Especiais’: “Casa da Passarella – 125 Anos de História” (Dão); “Os segredos de Joaquim Arnaud” (Alentejo); e “Horácio Simões – Uma história à volta do Moscatel Roxo” (Península de Setúbal).

Neste dia o Wine Club Portugal comemora três anos de atividade e a data ficará assinalada com a apresentação da nova marca, que servirá também de assinatura às edições WINE FEST Lisboa e Porto, já a partir de 2018.

A entrada no evento tem o valor de 10€ e os bilhetes estão disponíveis na Ticketline, on-line e nos locais habituais como Fnac, Worten, El Corte Inglés ou Agências Abreu, por exemplo.

PRODUTORES PRESENTES NOWINE FEST 2017 PORTO
Vinho Verde: Vinho Verde Young Projects; Quinta do Ferro; Quinta do Regueiro, Pessoa Wines.
Douro: Pessoa Wines; Esmero; Quinta de Ventozelo; Vieira de Sousa; Quinta da Rede; Vinilourenço; Maçanita Vinhos; Dalva; Messias.
Vinho do Porto: Dalva; Messias; Blackett.
Trás-os-Montes : Casal Faria; Do Joa.
Bairrada Quinta dos Abibes; Casa de Saima; ; Quinta das Bágeiras; Messias.
Dão: Messias; Casa da Passarela; Quinta Vale do Cesto; Quinta de Lemos.
Beira Interior: Quinta do Cardo.
Tejo: Romana Vini.
Lisboa: Quinta de Pancas; Câmara Municipal de Oeiras – Carcavelos; Romana Vini; Joaquim Arnaud.
Península de Setúbal e Moscatel de Setúbal: Horácio Simões.
Alentejo: Herdade do Arrepiado Velho; Monte da Ravasqueira; Joaquim Arnaud; Vinha das Virtudes; Lima Mayer; Fita Preta Vinhos.