Gastronomia de Bordo no Gafanhoto (Gafanha da Encarnação)

O Gafanhoto é uma casa junto às Escolas (dai o nome da rua…) e do Pavilhão Desportivo. Para lá chegar, duas hipóteses, ou pela Estrada da Mota e depois da rotunda da Teka/Heliflex vira na primeira à esquerda até chegar ao pavilhão desportivo e aí vire à direita ou então, na rua principal da Gafanha da Encarnação, vire à esquerda quando notar o stand da Graçamotor. Pergunte e lá chegará.

Com estacionamento fácil, a perdição é logo na(s) entradas. Há quem nem “coma”, só “petisque”. O Paulo e a Gina apostam em produtos frescos – é habitual um cliente ouvir o “não temos” quando a qualidade não é a mesma – e os produtos da ria são deliciosos – noutras ocasiões não perca oportunidade de provar os berbigões, ameijoas e… bem, tudo o resto.

Mais uma vez fomos fazer a experiência gastronómica e, como “gato escaldado”… dizeram-nos que era obrigatório sermos dois a fazê-la. Como eramos exatamente dois, fomos por ai mas por prazer e gula, pedimos umas ostras ao natural de entrada… Estavam deliciosas, servidas com um vinagrete à parte e gomos de limão para tempero. A acompanhar, um flute de espumante Quinta das Bageiras Bruto Branco 2016, a copo, que o resto do menu vinha já a seguir.

A experiência vem com as ovas cozidas, temperadas com pimenta, alho e azeite em tosta seguida da patanisca de bacalhau, achatada, quentinha. a saber ao produto e não apenas ao restante… Com essas duas entradas (mais as ostras) já degustadas, pedimos uma garrafa de Quinta dos Abibes Sauvignon Blanc 2016 para acompanhar a Feijoada de Samos. O tempero puxou o copo, com os samos em boa compaia leguminosa e cheia de tudo o que uma feijoada merece, desde a cenoura à chouriça caseira.

Quando chega o Bacalhau à Gina, uma posta grande – sem dúvida grande – do mesmo, de boa qualidade, feita com primor, a lascar e vinda do forno com a batata e ainda umas migas ao lado… quase que nos arrependemos de ter comigo a feijoada toda 🙂

Derrotados com tanto sabor e quantidade, nem fomos à sobremesa. Pedimos um café e chegámos à conclusão que no Gafanhoto, só se consegue comer bem. Mas é preciso ter apetite para tudo 🙂 Vale a visita, no mínimo duas ou três vezes, e só para conhecer as especialidades. Nota final para a carta de vinhos, a mais completa dos três locais que visitamos. Desde a Bairrada às outras regiões, e com espaço para os Grandes Tintos e Brancos, também ai estamos em casa!

Restaurante O Gafanhoto

Rua da Escola, 21

3830-470 Gafanha da Encarnação

GPS: 40°36’16.6″N 8°43’44.5″W

Google Maps: 40.604608, -8.729022

Horário semanal: terça-feira a sábado entre as 12h00 e as 15h00 e entre as 19h00 e as 22h00, domingos entre as 12h00 e as 15h00. Encerramento semanal à segunda-feira.

Telefone para reservas: (+351) 933 293 713 ou (+351) 234 367 673

E-mail: paulorestauranteogafanhoto@hotmail.com

Gastronomia de Bordo no Maradentro (Ílhavo)

Restaurante situado no centro de Ílhavo, numa transversal da rua principal de acesso às Gafanhas e junto ao Cais da Malhada, o Maradentro tem uma sala simples e eficaz, e pretende – o desenho do nome, da carta e dos próprios vinhos assim o indica – apostar no Mar, no peixe e no Bacalhau.

Apostei mais uma vez na experiência gastronómica, que contemplava os vários momentos da refeição. As entradas, servidas com requinte, continham um azeite de Valpaços com extra acidez e flor de sal, um paté de bacalhau caseiro e ovas cozidas do mesmo, com pimentas de boa consistência. A acompanhar, um saquinho de pão com folar de Vale de Ílhavo, entre outras abordagens – broa, etc, que conjugaram de forma perfeita. Nesta primeira fase, acompanhei as entradas e a Chora com um espumante bairradino, o Quinta das Bageiras Bruto 2016 que esteve em óptimo nível.

A dita “Chora” de Bacalhau – cada restaurante ou local onde a coma irão contar uma versão de como era feita e razão do nome, desde a “lágrima”, o líquido que a cabeça do dito expulsava até às saudades dos pescadores nos seus dóris… – costuma variar entre uma versão bem pobre, em que uns fiapos e partes menos nobres (espinhas, peles, etc) do peixe em azeite ou, como a servida, mais “rica”, com arroz, hortelã e salsa. Mais feita ao estilo das mulheres dos pescadores.

Como prato principal, o arroz de brisa com línguas de bacalhau. Para quem conhece, é um arroz de grelos com línguas de bacalhau bem saborosas e tenras, soltinho, no ponto, e com uma quantidade no tachinho que daria claramente para dois!

Aproveitámos o ensejo para provar um vinho que entrará na carta para a próxima semana e que acompanhou de forma magnífica os dois momentos principais: falo do Fonte do Ouro Reserva Especial Encruzado 2017. Um acompanhamento imprescindível, embora a carta tenha outros momentos de prazer, a preços justos.

E já satisfeito, ainda tinha pela frente o Abafadinho de Bacalhau. O nominativo ilhavense para um tachinho de caldeirada de bacalhau, com o gadus morhua islandês a ser uma posta do cachaço do bacalhau, e de todos os tradicionais acompanhamentos de uma caldeirada: as batatas, pimento, tomate, salsa e umas fatias de pão no tomate.

Já no campo da lúxuria, provou-se as Papas de Abóbora, sem a coloração habitual (devido a uso da canela e do vinho do Porto) mas de sabor característico e onde os frutos secos, postos por cima, davam um toque crocante muito agradável.

E se ainda não pensássemos mais em bacalhau, o café, acompanhado de um biscoito em forma de bacalhau lembrar-no-ia que estávamos numa casa em que o rei de Ílhavo quer estar presente de todas as formas!

Em resumo, uma casa que com um ou dois pequenos ajustes – os tachinhos precisam ser mais bonitos pois o conteúdo merece – pode ter a vida e a frequência de quem quer conhecer o Bacalhau nas suas diversas formas – eles têm um menu de degustação que é para duas pessoas, claramente, pelas quantidades experimentadas no decorrer do Festival!

 

Restaurante Maradentro

Rua da Malhada, 2A

3830-141 Ílhavo

GPS: 40°36’21.5″N 8°40’32.5″W

Google Maps: 40.605981, -8.675696

Horário semanal: Quarta a segunda-feira: almoços entre as 12h00 e as 15h00 e jantares entre as 19h00 e as 22h30.

Telefone para reservas: (+351) 910 497 439

E-mail: rsvp@maradentro.restaurant

E-mail: info@maradentro.restaurant

Gastronomia de Bordo no Salsus (Praia da Barra)

Para quem não conhece o Salsus, chegar a ele não tem nada que saber… vamos na avenida de entrada na Barra, e na penúltima à direita (basta ver quando se está perto do Mercado, virar ai. Simples. O GPS também resulta, para os neófitos da terra.

O Salsus é um restaurante despretensioso, que aposta em servir os seus clientes – muito dos quais conhecidos, oriundos, durante a semana, do tecido industrial gafanhense e ao fim de semana do tecido industrial aguedense – como se… estivessem em casa. Pratos eficazes, com uma aposta clara nos peixes frescos e para os quais tem duas inovações importantes: peixes identificados na montra e preços não por kg mas sim por porção, evitando a obrigatoriedade da matemática aplicada para o cliente 🙂

Há pratos do dia, correctamente identificados e a carta de vinhos, curta, serve o propósito. Quase todas as regiões representadas, com vinhos facilmente reconhecíveis e a preços modestos. Para o menú que iria degustar aproveitei a opção pela Beira Interior, por um Quinta do Cardo 2016, um 100 por cento Síria que esteja perfeitamente à altura de todos os pratos!

No âmbito do Festival de Gastronomia de Bordo, experimentou-se o menu sugerido, que incluia duas entradas: as ovas cozidas e o guisado de samos de bacalhau sendo o prato principal o lombo de bacalhau na brasa com grelos. Tivemos a oportunidade de provar, igualmente, uma especialidade: a tortilha de bacalhau à Ti Arminda. Esta tortilha é um bom exemplo de um prato simples, em que a cebola, ovos, salsa e bacalhau transformam num bom almoço.

As ovas de bacalhau estavam feitas de forma simples, cozidas, com bom sabor a alho e abundante azeite, com dois pequenos gomos de limão à mão de semear para tempero a gosto. Com uma pedra de sal, ficariam excelentes.

O Guisado de Samos de Bacalhau demonstrou duas evidências: samos de alta qualidade, de origem islandesa, e um trabalho na cozinha onde a conjugação da massa, do tomate do picante produziu um pratinho de “massada de samos” muito agradável à vista e ao paladar.

Fico com pena que este prato (de guisado de samos) não esteja na carta…

Por fim, o lombo de bacalhau na brasa estava no ponto, quer de demolha quer de brasa. E igualmente no tamanho, que alguns restaurante abusam, quer seja por excesso ou diminuta quantidade. Aqui estava tudo certo. Os grelos, claramente de nabiça, conjugaram com as batatase o azeite. Para ficar bem satisfeito. Já sem vontade nenhuma, devido ao menu vasto e de qualidade, alinhámos na sugestão da casa, e o cheesecake comportou-se muito bem!

Resumindo, o Marco António, nome a fazer juz a Salsus, de seu nome Marco António Vinagre tem aqui uma casa onde se come… como se estivesse em casa e quisesse um peixinho. Comida caseira, verdadeiramente de conforto, e que vale a pena visitar. E comer.

*Refeição a convite da C.M. Ílhavo, no âmbito do Festival de Gastronomia de Bordo

 

Restaurante Salsus

Avenida Vasco da Gama, 22, Praia da Barra

3830-752 Gafanha da Nazaré

GPS: 40°38’29.2″N 8°44’44.7″W

Google Maps: 40.641451, -8.745750

Horário semanal: terça-feira a sábado entre as 12h30 e as 14h30 e as 19h30 e as 21h30. Domingos entre as 12h30 e as 14h30.

Telefone para reservas: (+351) 234 369 120

Enóphilo Wine Fest anima sábado a Alfândega do Porto

O Centro de Congressos da Alfândega do Porto recebe no próximo sábado, dia 18 de Novembro,  a terceira edição do ENÓPHILO WINE FEST.

Este evento vínico tem vindo a crescer e apresenta-se no dia 17, este sábado, com nova configuração: dois espaços novos para receber um milhar de enófilos, uma criteriosa seleção de vinhos, três Provas Especiais e, pela primeira vez, a presença de iguarias gastronómicas, com a inspiração de quatro chefes de cozinha.

Foi na edição de 2017, no Porto, que o evento vínico “Wine Fest” ganhou a marca “Enóphilo” e uma nova imagem. A terceira edição ENÓPHILO WINE FEST PORTO 2018 acontece já este sábado e promete reunir cerca de um milhar de enófilos que poderão provar mais de 300 referências de vinhos portugueses, selecionados por Luís Gradíssimo, o organizador.

No próximo sábado, dia 17 de novembro, entre as 15 e as 20 horas, vai realizar-se a terceira edição ENÓPHILO WINE FEST, na Sala dos Despachantes, logo à entrada do Centro de Congressos da Alfândega do Porto, e estarão mais de 300 vinhos em prova, de cerca de 50 produtores das diversas regiões de Portugal. Pela primeira vez o ENÓPHILO WINE FEST PORTO conta com quatro espaços gastronómicos, quatro estações “finger food”, onde os participantes poderão saborear as iguarias de quatro chefes de cozinha: presuntos e queijos de Portugal com a assinatura do Chef Vítor de Oliveira; carapau da nossa costa, pela Chef Margarida Rego; a carne Marinhoa DOP pela inspiração do Chef Filipe Lema; e os deliciosos doces conventuais de Coimbra, com o Chef Paulo Queirós. “Desejamos proporcionar a todos os enófilos uma tarde intensa de provas, vínicas e gastronómicas, que se traduzam numa experiência entusiasmante e que muito contribua para um melhor hábito de consumo de vinhos, de maior qualidade e exigência, seja em casa ou no restaurante”, destaca Luís Gradíssimo que também refere as três provas especiais:  “Uma década de Blanc de Noirs da Kompassus” (15h30); “Quinta do Regueiro: A evolução do Primitivo” (17h00); e “Czar, mais de 500 anos de história” (18h30).

Os bilhetes estão disponíveis em www.ticketline.sapo.pt  e tem um custo de 10€ em pré-venda (até sexta-feira) e 15€ no próprio dia.  A organização empresta um copo Schott Zwiesel para a prova de todos os vinhos e para cada uma das três provas especiais há o bilhete de 25€ que não inclui o acesso ao evento (lugares são limitados); e há ainda o “Pack Enóphilo”, para verdadeiros enófilos, com tudo incluído.

Para os mais curiosos, eis a lista dos produtores confirmados:

Produtores presentes no Enophilo Wine Fest Porto 2018

Vinho Verde: Quinta do Regueiro; Vinho Verde Young Projects (Vale dos Ares, Quinta de Santiago, 100 Igual, Cazas Novas); Quinta de PaçosLand Soul Terrunho / Quinta das Fontes;Quinta do Ferro e Quinta do Outeiro.

Douro: Quinta da Costa do Pinhão; Quinta da Rede; António Maçanita Winemaker; Vinilourenço; Titan of Douro; Somnium; Vieira de Sousa (Douro e Porto) e Blackett (Vinhos do Porto).

Trás-Os-Montes: Quinta do Gago; Romano Cunha; Do Joa; Quinta de Arcossó; PP Wines – Vinhos e Consultoria.

Távora- Varosa: Família Hehn.

Bairrada: KompassusQuinta dos AbibesQuinta da Lagoa VelhaQuinta das BágeirasLuís Gomes.

Dão: Quinta Vale do CestoQuinta de Lemos; Quinta do Mondego; PP Wines – Vinhos e Consultoria.

Beira Interior: Quinta do Cardo.

Tejo: Casa CadavalQuinta do Arrobe.

Lisboa: InfinitudeQuinta de PancasVilla OeirasQuinta do RolQuinta do Lagar Novo.

Península de Setúbal: Herdade do CebolalQuinta do Piloto.

Alentejo: Joaquim ArnaudVinha das VirtudesAntónio Maçanita Winemaker; Nunes BarataHerdade do Arrepiado Velho.

Açores: Czar; António Maçanita Winemaker.

Gastronomia a Bordo anima Ílhavo entre 14 e 18 de Novembro

De 14 a 18 de novembro, Ílhavo embarca numa aventura de degustação, que nos remete para as longas campanhas de pesca do Bacalhau nos mares gélidos do Atlântico Norte.

Durante o festival será também possível “mergulhar” no património gastronómico nacional, através de visitas a estaleiros, museus, fábricas, lotas, navios e também a outros equipamentos de transformação e preparação alimentar. O Festival Gastronomia de Bordo apresenta-se, assim, numa homenagem à cozinha tradicional portuguesa, e bacalhoeira, tendo como “porto seguro” catorze restaurantes do Município de Ílhavo, num modelo contemporâneo e inovador, suportado nos sabores e nas tradições a bordo dos bacalhoeiros projetados em experiências e especialidades gastronómicas únicas e particulares.

O Festival Gastronomia de Bordo projeta para os dias de hoje a gastronomia, tradicionalmente produzida a bordo das embarcações de pesca longínqua. Exemplo disso é a famosa Chora, uma sopa feita com a cabeça do bacalhau que deu mote a alguns ditos entre os homens nos navios “quem come chora, tem de cá voltar!”.

Eram servidos pratos como a feijoada de chispe, feijão assado, caldeirada de espinhas de bacalhau, bacalhau frito, o “pão da pana” e o “queque dos domingos”, entre outros, comida retemperante para climas hostis e mares inóspitos enfrentados por heroicos pescadores…

Às memórias gastronómicas de bordo não serão alheios os processos tradicionais de conservação dos produtos da pesca: a “cura tradicional portuguesa”, o peixe fresco, a salga, a seca e as conservas.

Sentidos de Mar – Programa

Restaurantes aderentes:

» A Praia do Tubarão

» Bela Ria

» Canastra do Fidalgo

» Cantina Bar da Lota

» Duna do Meio

» Estrela do Mar

» Maradentro

» Marisqueira Barra

» Marisqueira da Costa Nova

» Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel

» O Gafanhoto

» O Navegante

» Salsus

» Traineira

Experiencias e Especialidades

 

No sábado, gastronomia e espumantes vão casar a Oliveira do Bairro

O Gustavo Maya e toda a equipa do Hotel Paraíso fecham com chave de ouro as Galas Gastronómicas das Estrelas da Bairrada com uma quinta edição que conta com 7 chefs oriundos ou com fortes ligações à Bairrada e com sete espumantes de sete produtores. Uma orgia de bom comer e beber na qual poderá ainda participar pois há (poucos) lugares disponíveis – inscrições por telefone, com toda a informação aqui.

Na cozinha irão brilhar os chefs Armindo Alves, Delfim Soares, Eduardo Maya, Flávio Silva, Gerson Oliveira, Nuno Cabral e Waldeci Marreiros enquanto que as casas produtoras serão algumas que passaram pelas outras galas. E o modelo é igual ao da primeira edição: sete produtores, sete espumante para sete pratos de sete chefs!

O evento contará assim com a presença de

  • Casa do Canto
  • Caves da Montanha
  • Declynio
  • Fernando Martins
  • Quinta dos Abibes
  • Quinta do Alvadeo
  • Quinta do Rifas

Uma noite que poderão recordar daqui a uns dias, num podcast perto de vocês 🙂

Enóphilo estende-se a Coimbra já este fim de semana!

A primeira edição do Enóphilo Wine Fest em Coimbra decorre no sábado, dia 9 de junho a partir das 15h00 no Convento São Francisco. Os apaixonados de vinho da zona centro têm assim a hipótese de provar mais de 200 vinhos, por apenas 5 euros.

A primeira edição do ENÓPHILO WINE FEST COIMBRA é, para Luís Gradíssimo, o organizador, um objectivo há muito ambicionado, pois “o vinho também é cultura e conhecimento”, e Coimbra é uma cidade “dinâmica, com pessoas ávidas de mais informação vínica”.

OS PRODUTORES

Vinho Verde: Quinta do Ferro; Quinta do Outeiro; Quinta do Regueiro; Covela; Vinho Verde Young Projects (Vale dos Ares, Quinta de Santiago, 100 Igual, Cazas Novas); Anselmo Mendes.

Douro e Porto: Quinta da Rede; Vinilourenço; Quinta da Costa do Pinhão; Vieira de Sousa.

Trás-os-Montes: Quinta do Gago; Do Joa.

Dão: Casa Anadia; Quinta de Lemos.

Bairrada: Joaquim Arnaud; Quinta dos Abibes; Giz by Luis Gomes; Quinta da Lagoa Velha; Quinta das Bágeiras; Kompassus

Beira Interior: Quinta do Cardo; Anselmo Mendes

Tejo: Romana Vini; Casal Branco; João Barbosa

Lisboa: Quinta de Pancas; Joaquim Arnaud; Infinitude; C. M. Oeiras – Vinho Carcavelos; Romana Vini; Quinta do Lagar Novo.

Península de Setúbal: Joaquim Arnaud; Herdade do Cebolal; Herdade do Portocarro.

Alentejo: Joaquim Arnaud; Vinha das Virtudes; João Barbosa.

O ENÓPHILO WINE FEST COIMBRA, vai contar com três provas especiais, com lugares limitados, e que serão oportunidades únicas para desfrutar de vinhos normalmente únicos.

Às 15h30 realiza-se a prova “QUINTA DO CARDO: PASSADO, PRESENTE E FUTURO”. Uma prova entre brancos e tintos que percorre a história da Quinta do Cardo, emblemático produtor da região da Beira Interior. Nesta prova serão apresentados alguns dos mais extraordinários vinhos produzidos nos últimos 40 anos. Compreenda a sua evolução e conheça de perto este terroir de altitude.

Depois, às 17h00 será a vez do produtor Sem Igual, demonstrar o potencial dos seus vinhos com a prova que intitulou “UMA VERTICAL SEM IGUAL”, na qual será possível provar todas as colheitas produzidas por este pequeno produtor da região do Vinho Verde, com vinhos brancos feitos com base nas castas Arinto e Azal. A começar com a antevisão da colheita 2017, será uma sucessão das colheitas produzidas, onde se poderá provar não só as diferenças naturais entre anos, como também a evolução que estes vinhos entretanto tiveram. A prova será conduzida por João Camizão, o produtor dos vinhos Sem Igual, num momento intimista e de partilha dos seus vinhos e experiências.

Por fim, às 18h30 realiza-se a prova “VILLA OEIRAS: COLHEITAS COM HISTÓRIA”. Uma prova vertical de várias colheitas do Vinho de Carcavelos, o Villa Oeiras, produzido pela Câmara Municipal de Oeiras. Um momento histórico, uma prova rara onde será possível provar vinhos em estágio e perceber a evolução ao longo do tempo.

Os bilhetes estão à venda na TicketLine on-line e na rede de aderentes, locais como Fnacs, Wortens e Centro Comercial Dolce Vita, por exemplo. O bilhete tem um valor de 5€ em pré-venda e no dia do evento custará 10 euros. As três Provas Especiais têm lugares limitados, o acesso a cada uma custa 20€. Quem não quiser perder nada tem o Pack Enóphilo por 50€ que inclui, também, a entrada no evento. A organização disponibiliza, a título de empréstimo, um copo Schott Zwiesel para degustação de mais de 200 vinhos.

Uma tarde fantástica a descobrir a casta BAGA – Em Prova Cega!

Cerca de duas dezenas de apaixonados estiveram recentemente em Aveiro, no Restaurante SALPOENTE (que, diga-se, nos recebeu como verdadeiros príncipes do vinho) para aprender e muito sobre a casta BAGA.

Não entrando em discussões sobre se nasceu na Bairrada ou no Dão ou nos dois, o trajecto que foi feito foi temerário: proporcionou-se aos presentes um verdadeiro teste aos sentidos – (re)conhecer a casta!

Deixou-se de lado os vinhos que “gritam” Bairrada por todo o lado, pelo estilo, pela força, pelos taninos. Fomos tentar descobrir onde é que temerários produtores plantam a casta fora da Bairrada. Demos espaço a alguns dos jovens que estão a reinterpretar a casta (ou como outros dizem, voltando a métodos antigos) e misturámos tudo!

Depois de uma alocução sobre a casta pela mão do grande Ataíde Semedo, o grupo, constituído por alguns tarimbados em provas cegas, variadíssimos neófitos nestes metiers e alguns enólogos ou profissionais do sector, teve que “suportar” estoicamente 18 vinhos, não sabendo se estavam a beber Bagas feitos na Bairrada ou fora dela.

É que o desafio também foi esse! Desde o início, o Magnum Wine Club/Bairrada Wine Passion, com o apoio dos Cegos por Provas, quis juntar TODOS os vinhos com casta BAGA criados fora da Bairrada com os Bagas da Nova Geração (ou feitos como os antigos).

Conseguiu-se um plantel de grande nível. Praticamente todos os produtores de fora da Bairrada estiveram presentes e alguns da Bairrada. Aqui ficam os nomes dos que aceitaram o nosso desafio.

Fita Preta (António Maçanita) do Alentejo: Adega Camolas e Quinta Brejinho da Costa, de Setúbal; das Terras de Sicó, o Monte Formigão; pela Beira Interior, a Quinta dos Termos e pelo Douro, a Quinta de Vale Meão.

O “plantel” da Bairrada compunha-se de Ares da Bairrada (Regateiro), Ataíde Semedo, Campolargo, Caves Messias, GIZ, Pedro Guilherme Andrade, Vadio e VPuro.

Em termos globais, foi muito interessante verificar as conversas entre os presentes, muitas vezes sem saberem qual a “região” dos vinhos – cada flight tinha vinhos que eram “ou da Bairrada” ou de fora da Bairrada” mas no global o que foi mais curioso, sem dúvida, foi o espanto sobre os estilos, as formas de fazer e de trabalhar a casta BAGA.

A prova foi sobretudo educativa e por isso não serão publicados os resultados gerais, apenas acessíveis aos produtores presentes e aos participantes. Queremos no entanto referi r que a qualidade global foi muito interessante, com a constância das classificações (1 ponto a separar mais de metade dos vinhos em prova numa escala 10-20) e algumas surpresas.

Poderemos, de qualquer forma, dar os parabéns a todos os produtores, referindo que os vinhos Monte Formigão 2015 (Terras de Sicó) e Comendador Costa Reserva 2014 foram os que mais agradaram no sector dos “fora da Bairrada enquanto que entre os participantes da Bairrada, alguns dos preferidos foram o Grande Vadio 2013, o Ataíde Semedo Grande Reserva 2015, o Vinho D’Anita 2015 (Ares da Bairrada) e o Giz Quinta das Cavaleiras.

Muitos ficaram agora rendidos a todos os Bagas, desde os clássicos a este tipo de produtos e acreditamos que, só por isso, a prova já tenha validado a pena!

Mais um workshop para saber mais sobre o bacalhau!

Falar de bacalhau é falar de Ílhavo. É falar da identidade de um povo. Das raízes e das suas gentes. De cultura e de histórias, que se entrecruzam e confundem. Mas falar, hoje, de bacalhau é, também, falar de tecnologia e de inovação É falar de uma realidade social, económica e cultural pungente que, ancorada na tradição ancestral, se constrói, expande e projeta a partir da tradição, do progresso tecnológico e do conhecimento científico.

Desenvolvido pela UNAVE-Associação para a Formação Profissional e Investigação da Universidade de Aveiro (em resposta a um desafio da Câmara Municipal de Ílhavo), o ciclo Bacalhau Com Saberes (*) prossegue na próxima quarta-feira, 28 de março, com um workshop dedicado à demolha.

Quais são as boas práticas e que segredos encerra uma boa demolha. A demolha tradicional e os novos processos. Redução tempo de demolha, otimização de processos, poupança energética, etc… são questões que vamos explorar, colocando em confronto, num ambiente descontraído, o saber científico (produzido na Universidade) e o saber de experiência feito (próprio do mundo empresarial).

workshop terá lugar no navio museu Santo André, na Gafanha da Nazaré, a partir das 18h30, contando com intervenções de Jorge Saraiva, professor, investigador e diretor da licenciatura em Biotecnologia da Universidade de Aveiro, e Guedes Vaz, diretor industrial da empresa Rui Costa e Sousa & Irmão.

Para 9 de abril, anuncia-se já um terceiro workshop, desta vez dedicado à secagem do bacalhau:

“Secagem: do ar livre para o frio” | 9 Abril | 18h30
Local: Empresa Bacalhau do Barents (Gafanha da Nazaré)

Conteúdos: Os novos processos, o frio, redução do tempo de seca, poupança energética, etc… Cura tradicional/cura amarela.

Intervenientes: Fernando Neto, professor do Departamento de Engenharia Mecânica (UA) e António Ribau, administrador da empresa Bacalhau do Barents.

As entradas nos eventos do ciclo Bacalhau Com Saberes são gratuitas, mas sujeitas a inscrição, através do endereço eletrónico josecmaximino@ua.pt ou do telefone 96 347 22 10.

Jantar do Fumeiro no Salpoente foi… saboroso do inicio ao fim

Há semana e meia tive a oportunidade de estar num jantar a seis mãos com a inspiração de Montalegre e a versatilidade dos nossos enchidos, do nosso fumeiro. Não perdi a oportunidade e correu bastante bem. Também tinha a oportunidade, como enófilo que sou, de revisitar os vinhos Head Rock, de Trás-os-Montes, que já conhecia mas que não tinha recordações há algum tempo.

O inicio foi bastante cativante. A mestria do corte de chef Vitor Oliveira, que nos proporcionou um presunto local de elevada qualidade, foi bem acmpanhada de enchidos vários e o branco da Head Rock que dava a frescura (o Alvarinho nestas condições é uma casta curiosa…) que as entradas exigiam. Depois de um belo momento de convívio, os chefs Duarte Eira e Marco Gomes (do Oficina, do Porto) deram largas à sua imaginação, cruzando produtos locais e sabores tradicionais em pratos com um colorido e sabor delicioso. Os produtores da Head Rock estiveram presentes e foram dando referências dos vinhos em prova, cujas harmonizações calharam bastante bem. Bonito, bom, delicioso, o que mais se quer de uma jantar de sábado?