Magnum Wine Radio 235 – Piorro e Bocho. Vinhos que merecem ser provados

Há vinhos e vinhos. Há estilos de enólogos e estilos de enólogos. Pedro Pinto é dos meus. Num mar de vinhos que estão a sair para o mercado com os seus 2017 ou mesmo 2018 (!) há produtores cuja capacidade financeira ou estratégica ou… as duas, permitem dar tempo ao… tempo e à enologia. É o caso da 1912 Winemaker, que tem em Pedro Pinto, mais do que o seu enólogo, o porta-voz dos dois irmãos que têm uma paixão pelo vinho. Provem-no no podcast!

Um Wine Sunset 5 Estrelas!


O convite partiu do Casablanca, ao qual a Garrafeira 5 Estrelas se associou desde a primeira hora. E a Mercentro também. Palavra puxa palavra, distribuidor puxa produtor, e com eles muita, muita gente. Se juntarmos os petiscos do Chef Tony Martins e a música do Vasco Miguel, estava tudo pronto para um final de tarde muito bom na Vagueira.

E como o sol ajudou, a tradicional filosofia dos portugueses (onde se registam 3, podem ir 1 ou 5) fez com que o espaço se enchesse! Um pouco demais para quem queria estar calmamente a falar com produtores, mas a boa onda, bom som e bom vinho serviram para que tudo corresse pelo melhor.

Quanto aos vinhos (os petiscos estiveram em quantidade diminuta para a ocasião), houve dois ou três que estiveram em primeira mão na zona de Aveiro sendo um dos exemplos a Herdade da Mingorra que ainda é uma desconhecida (mas dará que falar) ou o Soito Wines, do Dão, e outros já eram velhos conhecidos dos presentes, mas que não podem deixar de estar, para gáudio de todos, como Quinta de Santiago, Piorro, Zé da Leonor, Ana Rola ou Adega de Cantanhede.

Um dos espaços que esteve em grande foi o Martha’s cujos cocktails e Porto Tónico divertiram os presentes. Em traços gerais, boa organização. Com ainda melhor tempo, vai ser necessário ir para o areal 🙂

Prova Vínica Ribafreixo Wines

Decorreu na passada sexta-feira a prova de vinhos habitual da Garrafeira 5 Estrelas, desta vez com vinhos da Ribafreixo Wines. É uma empresa ainda recente (faz 10 anos) e que junta a visão cosmopolita do seu fundador, Mário Pinheiro, cuja influência sul-africana, onde viveu, mostra-se no Chenin Blanc (Connections) ao conhecimento profundo do Nuno Bicó. apaixonado pelo rei Antão Vaz e outras castas. A marca mais sonante da casa é Gáudio, seguido dos Pato Frio e Barrancoa.

Mário Pinheiro e Nuno Bicó são os fundadores, Paulo Laureano dá a consultoria enológica, sendo a presença diária assegurada pelo enólogo Jorge Rebocho e Vitor Oliveira conjuga a componente comercial com um saber estar impecável!

Em três anos compraram 28 parcelas de terrenos abandonados, que transformaram numa propriedade única e uniforme à qual deram o nome de Herdade do Moinho Branco, com uma área de 114 hectares, juntinho à Vidigueira.

Provou-se:
PATO FRIO CASHMERE 2016
PATO FRIO ANTÃO VAZ 2016
PATO FRIO VERDELHO 2016
PATO FRIO GRANDE ESCOLHA ANTÃO VAZ 2015
PATO FRIO RED EDITION 2014
GÁUDIO VERDELHO 2016
GÁUDIO CLÁSSICO TINTO 2014
GÁUDIO RESERVA TINTO 2013
GÁUDIO VINHO LICOROSO 100% ANTÃO VAZ

E decorreu a quinta edição do Bairrada Vinho e Sabores…

Como foi garantido, este blog esteve presente no Bairrada Vinho e Sabores. Nunca falhámos uma edição e por isso também não falharíamos esta. Mas como enófilos, fizémos um certo programa paralelo 🙂 Já contaremos tudo, e referimos o que entendemos estar bom, mais ou menos, e a necessitar urgentemente de alteração.

O evento nunca esteve cheio – e o termo de comparação dos outros anos foi igual: a sexta-feira e o sábado mas isso é uma pescadinha de rabo na boca: dá para circular e chegar aos stands e não há encontrões… O espaço é grande (dai dar a sensação de não estar “repleto”) e o número de participantes é limitado.

Aqui estamos no segundo ponto: pelo menos dois/tres produtores novos estiveram presentes (Lagoa Velha, Positive Wine e Terras de Sicó) e não faltou nenhum dos óbvios e bons nomes da Bairrada. Tendo em conta o mercado, neste parâmetro está impecável.

Terceiro ponto: a presença dos produtores e dos vinhos. Aqui é que o problema surge mais amplificado, nomeadamente quando estamos a falar das marcas mais fortes. Mas mesmo assim, na grande maioria das casas, somos recebidos pelos produtores ou enólogos. Alguns falham ou não estão presentes (e a vindima não desculpa tudo) o que se nota. Posso dar o exemplo que em Nelas, no fim de semana passado, a grande maioria das casas estavam os produtores. E isso para os enófilos conta muito.  Quanto aos vinhos, é natural que com produtos “topo de gama” em quantidades diminutas, os produtores não o tragam para a feira. Nada contra. Estratégias. Outros, inteligentes, seleccionam os clientes e usam a conhecida técnica da “garrafa debaixo da mesa”. Perfeito. É que os críticos não se podem esquecer que é uma feira de entrada livre. Deixamos uma sugestão, muito boa, para futuras edições.

Quarto ponto: O programa. Que foi mais do mesmo. Acrescentaram os jantares dos produtores – no local – ao invés os jantares no Velódromo. E acrescentaram o concurso de fotografia. Em relação às provas comentadas, ao invés de figuras nacionais (João Afonso e Fernando Melo) recorreram ao João Filipe Soares (enólogo da Messias) e ao Francisco Antunes (Enólogo da Aliança). O Luís Lopes continua a fazer a sua prova mais superlativa, no sábado às 18h ( o que corta a participação dos que querem estar a ver stand, mas entende-se pois a programação da organização não é a nossa).

No geral, o Bairrada Vinho e Sabores é um conceito semelhante a outros, que ao enófilo interessa e ao público em geral interessa muito. E como é para eles que a Feira é dirigida, só aconselho alguma reflexão sobre as sugestões abaixo.

Pontos positivos: Entrada Livre – Franca Participação dos Produtores – Produtos à disposição, no geral

Pontos mais ou menos: Temperatura de serviço nos tintos – falta de preparação de alguns jovens para enófilos com mais conhecimento – Falta de animação que agarre o público – Falta de informação sobre o preço dos copos (que era bem acessível)

Sugestões de Melhoria: Programação extra-feira (inexistente) – Entrada Premium com direito a “outros vinhos” – Programação musical para o público em geral se deslocar ao local.

As fotos completas dos vinhos provados estão no Facebook do Magnum Wine Club

Bairrada com evento vínico já este fim de semana

O evento vínico mais representativo da Bairrada vai para a sua quinta edição. Quatro anos com o nome Encontro com o Vinho e Sabores Bairrada, surge este ano com o nome Bairrada Vinhos & Sabores, devido às mudanças editoriais da equipa que faz a produção do evento, cuja organização. continua a ser responsabilidade dos principais motores vinicos da região: a Rota da Bairrada e a CVR com o apoio financeiro do Turismo do Centro de Portugal.

36 stands com igual número de produtores presentes fazem desta feira um local único para iniciantes, enófilos e apaixonados do vinho e dos vinhos bairradinos conseguirem provar, beber e experimentar marcas clássicas e recentes. E esta feira permite também conjugar os vinhos com os sabores, seja o omnipresente Leitão seja outras, igualmente excelentes, iguarias.

Mas vamos a factos: as informações estão no site http://bairrada.grandesescolhas.com mas fica aqui o resumo: abre na sexta às 17h, estando aberto até às 22h. No sábado o horário é 15-22h e no domingo, um pouco menos, entre as 15-20h. O local, desde sempre, é o Velódromo de Sangalhos, incluindo para os jantares temáticos, sendo apenas o Museu do Vinho, em Anadia, a casa emprestada para uma das provas vínicas aguardadas.

Para quem puder, há 3 provas vínicas comentadas por Francisco Antunes (Aliança) – espumantes da Bairrada -. João Sores (VPuro e Messias) sobre os brancos e tintos – e no sábado, “Bairrada de ontem e de hoje, em viagem por um terroir único”, uma prova conduzida por Luís Lopes.

A entrada é livre, segundo o site. A nossa experiência em eventos vínicos deste estilo é que, para provar, é necessário um copo de prova, que se compra, com porta-copos, por cerca de 2,5 ou 3 euros. Mas como não temos outra informação, nem isso é referido no site, não sabemos se este ano oferecem o copo.

Aqui ficam os produtores. Boas provas!

Este evento será o tema de hoje do podcast Magnum Wine Rádio que regressa de férias na RVN (Rádio Vila Nova) às 21h.

Feira do Vinho do Dão este fim de semana!

Já na sua 26ª edição a Feira do Vinho do Dão, em Nelas, é um bom motivo para partir à descoberta dos honestos e apaixonantes vinhos do Dão e, aproveitando, conhecer a região, as suas gentes e a sua gastronomia.

O programa é o habitual deste tipo de eventos, este ano abrilhantado com uma prova de vinhos dos candidatos (brancos e tintos) para o primeiro concurso Alberto Vilhena e dois eventos com a participação do Chef Diogo Rocha, do Mesa de Lemos.

Praticamente a grande maioria dos produtores da região estarão presentes e nesta feira costuma decorrer venda directa de garrafas. Uma boa opção para “preparar” a garrafeira para o Inverno e conhecer produtos novos que habitualmente não encontra.

Estaremos por lá e depois diremos como correu!

Prova Vínica Lavradores da Feitoria na Garrafeira 5 Estrelas

Paulo Ruão esteve, novamente, em Aveiro, para dar a conhecer as novas colheitas dos vinhos Lavradores da Feitoria, tendo existido a oportunidade de, igualmente, ver como estava a evolução do Meruge.

 

Provámos quase todos os vinhos a partir do Lavradores da Feitoria Branco 2016, Três Bagos Branco 2016, Sauvignon Blanc 2016 e o Rosé do mesmo ano. As novas colheitas mostraram-se, nos brancos, extremante interessantes, captando a atenção pela frescura e acidez. Os tintos estavam em grande forma com o meu, desde sempre, especial destaque a ser o Quinta da Costa 🙂

As fotos podem ser vistas no Facebook do Magnum Wine Club. E volta depressa, Paulo!