Gastronomia de Bordo no Salsus (Praia da Barra)

Para quem não conhece o Salsus, chegar a ele não tem nada que saber… vamos na avenida de entrada na Barra, e na penúltima à direita (basta ver quando se está perto do Mercado, virar ai. Simples. O GPS também resulta, para os neófitos da terra.

O Salsus é um restaurante despretensioso, que aposta em servir os seus clientes – muito dos quais conhecidos, oriundos, durante a semana, do tecido industrial gafanhense e ao fim de semana do tecido industrial aguedense – como se… estivessem em casa. Pratos eficazes, com uma aposta clara nos peixes frescos e para os quais tem duas inovações importantes: peixes identificados na montra e preços não por kg mas sim por porção, evitando a obrigatoriedade da matemática aplicada para o cliente 🙂

Há pratos do dia, correctamente identificados e a carta de vinhos, curta, serve o propósito. Quase todas as regiões representadas, com vinhos facilmente reconhecíveis e a preços modestos. Para o menú que iria degustar aproveitei a opção pela Beira Interior, por um Quinta do Cardo 2016, um 100 por cento Síria que esteja perfeitamente à altura de todos os pratos!

No âmbito do Festival de Gastronomia de Bordo, experimentou-se o menu sugerido, que incluia duas entradas: as ovas cozidas e o guisado de samos de bacalhau sendo o prato principal o lombo de bacalhau na brasa com grelos. Tivemos a oportunidade de provar, igualmente, uma especialidade: a tortilha de bacalhau à Ti Arminda. Esta tortilha é um bom exemplo de um prato simples, em que a cebola, ovos, salsa e bacalhau transformam num bom almoço.

As ovas de bacalhau estavam feitas de forma simples, cozidas, com bom sabor a alho e abundante azeite, com dois pequenos gomos de limão à mão de semear para tempero a gosto. Com uma pedra de sal, ficariam excelentes.

O Guisado de Samos de Bacalhau demonstrou duas evidências: samos de alta qualidade, de origem islandesa, e um trabalho na cozinha onde a conjugação da massa, do tomate do picante produziu um pratinho de “massada de samos” muito agradável à vista e ao paladar.

Fico com pena que este prato (de guisado de samos) não esteja na carta…

Por fim, o lombo de bacalhau na brasa estava no ponto, quer de demolha quer de brasa. E igualmente no tamanho, que alguns restaurante abusam, quer seja por excesso ou diminuta quantidade. Aqui estava tudo certo. Os grelos, claramente de nabiça, conjugaram com as batatase o azeite. Para ficar bem satisfeito. Já sem vontade nenhuma, devido ao menu vasto e de qualidade, alinhámos na sugestão da casa, e o cheesecake comportou-se muito bem!

Resumindo, o Marco António, nome a fazer juz a Salsus, de seu nome Marco António Vinagre tem aqui uma casa onde se come… como se estivesse em casa e quisesse um peixinho. Comida caseira, verdadeiramente de conforto, e que vale a pena visitar. E comer.

*Refeição a convite da C.M. Ílhavo, no âmbito do Festival de Gastronomia de Bordo

 

Restaurante Salsus

Avenida Vasco da Gama, 22, Praia da Barra

3830-752 Gafanha da Nazaré

GPS: 40°38’29.2″N 8°44’44.7″W

Google Maps: 40.641451, -8.745750

Horário semanal: terça-feira a sábado entre as 12h30 e as 14h30 e as 19h30 e as 21h30. Domingos entre as 12h30 e as 14h30.

Telefone para reservas: (+351) 234 369 120

Gastronomia a Bordo anima Ílhavo entre 14 e 18 de Novembro

De 14 a 18 de novembro, Ílhavo embarca numa aventura de degustação, que nos remete para as longas campanhas de pesca do Bacalhau nos mares gélidos do Atlântico Norte.

Durante o festival será também possível “mergulhar” no património gastronómico nacional, através de visitas a estaleiros, museus, fábricas, lotas, navios e também a outros equipamentos de transformação e preparação alimentar. O Festival Gastronomia de Bordo apresenta-se, assim, numa homenagem à cozinha tradicional portuguesa, e bacalhoeira, tendo como “porto seguro” catorze restaurantes do Município de Ílhavo, num modelo contemporâneo e inovador, suportado nos sabores e nas tradições a bordo dos bacalhoeiros projetados em experiências e especialidades gastronómicas únicas e particulares.

O Festival Gastronomia de Bordo projeta para os dias de hoje a gastronomia, tradicionalmente produzida a bordo das embarcações de pesca longínqua. Exemplo disso é a famosa Chora, uma sopa feita com a cabeça do bacalhau que deu mote a alguns ditos entre os homens nos navios “quem come chora, tem de cá voltar!”.

Eram servidos pratos como a feijoada de chispe, feijão assado, caldeirada de espinhas de bacalhau, bacalhau frito, o “pão da pana” e o “queque dos domingos”, entre outros, comida retemperante para climas hostis e mares inóspitos enfrentados por heroicos pescadores…

Às memórias gastronómicas de bordo não serão alheios os processos tradicionais de conservação dos produtos da pesca: a “cura tradicional portuguesa”, o peixe fresco, a salga, a seca e as conservas.

Sentidos de Mar – Programa

Restaurantes aderentes:

» A Praia do Tubarão

» Bela Ria

» Canastra do Fidalgo

» Cantina Bar da Lota

» Duna do Meio

» Estrela do Mar

» Maradentro

» Marisqueira Barra

» Marisqueira da Costa Nova

» Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel

» O Gafanhoto

» O Navegante

» Salsus

» Traineira

Experiencias e Especialidades

 

Portugal com mais 2 estrelas e 2 restaurantes com estrelas Michelin

Os resultados do Guia Michelin Espanha e Portugal 2018 foram anunciados na quarta-feira, dia 22 e já sabemos que há dois novos restaurantes portugueses a receber uma estrela. São eles: o Vista, do hotel Bela Vista, na Praia da Rocha (Portimão), do chefe João Oliveira, e o Gusto, do Hotel Conrad, na Quinta do Lago (Almancil), que tem o alemão Heinz Beck como chefe consultor. De realçar que Tiago Bonito conseguiu, em seis meses, segurar a estrela obtida pelo André Silva no Largo do Paço, o que não é normal pois os fiscais do Guia costumam “multar” estas mudanças de chef.

A lista completa dos restaurantes Michelin é esta, com clara expressão maior em Lisboa e Algarve

1 estrela

Alma (Lisboa, chef Henrique Sá Pessoa)
Antiqvvm (Porto, chef Vítor Matos)
Bon Bon (Carvoeiro, chef Rui Silvestre)
Casa de Chá da Boa Nova (Leça da Palmeira, chef Rui Paula)
Eleven (Lisboa, chef Joachim Koerper)
Feitoria (Lisboa, chef João Rodrigues)
Fortaleza do Guincho (Cascais, chef Miguel Rocha Vieira)
Gusto by Heinz Beck (Almancil, Chef Heinz Beck e Daniele Pirillo)
Henrique Leis (Almancil, chef Henrique Leis)
LAB by Sergi Arola (Sintra, chefs Sergi Arola e Milton Anes)
L’AND (Montemor-o-Novo, chef Miguel Laffan)
Largo do Paço (Amarante, chef Tiago Bonito)
Loco (Lisboa, chef Alexandre Silva)
Pedro Lemos (Porto, chef Pedro Lemos)
São Gabriel (Almancil, chef Leonel Pereira)
Vista (Portimão, chef João Oliveira)
William (Funchal, chefs Luís Pestana e Joachim Koerper)
Willie’s (Vilamoura, chef Willie Wurger)

2 estrelas

Belcanto (Lisboa, chef José Avillez)
Il Gallo d’Oro (Funchal, chef Benoît Sinthon)
Ocean (Alporchinhos, chef Hans Neuner)
The Yeatman (Vila Nova de Gaia, chef Ricardo Costa)
Vila Joya (Albufeira, chef Dieter Koschina)

Magnum Wine Radio nº83 – Agenda Semanal e a Taxa da Rolha

Neste programa falamos da agenda semanal mas também do vinho que levamos para o restaurante. Uma opção válida, e lança-se o desafio do consumidor perguntar se pode levar um vinho de casa para o restaurante.

 

Magnum Wine Radio nº2 – Daniel Cardoso e os Vinhos do Armazém da Alfândega

Neste segundo programa, entrevistámos Daniel Cardoso, chef executivo do Armazém da Alfândega para saber porque é que ele escolheu os vinhos que escolheu para a carta do seu novo espaço, em Aveiro.