Wine Fest 2017 do Porto no sábado!

O próximo sábado, dia 18, obriga-nos a pensar em ir ao Porto. Mais especificamente ao Salão Nobre da Alfândega do Porto que recebe mais de 30 produtores de vinhos e espumantes. É a repetição, dado o sucesso da primeira edição, do Wine Fest Porto, um evento do Luís Gradissimo que vale a pena, pela qualidade e consistência dos produtores. 300 referências de 11 regiões portuguesas estarão presentes num evento que se realiza entre as 15h00 e as 20h00, no Salão Nobre do edifício da Alfândega do Porto.

Para além das presenças (que estão aqui numa lista embaixo) A organização conta com outros motivos para levar os enófilos a ir lá, infelizmente esgotadas: Os apreciadores de vinhos que garantiram lugar, vão poder usufruir de três ‘Provas Especiais’: “Casa da Passarella – 125 Anos de História” (Dão); “Os segredos de Joaquim Arnaud” (Alentejo); e “Horácio Simões – Uma história à volta do Moscatel Roxo” (Península de Setúbal).

Neste dia o Wine Club Portugal comemora três anos de atividade e a data ficará assinalada com a apresentação da nova marca, que servirá também de assinatura às edições WINE FEST Lisboa e Porto, já a partir de 2018.

A entrada no evento tem o valor de 10€ e os bilhetes estão disponíveis na Ticketline, on-line e nos locais habituais como Fnac, Worten, El Corte Inglés ou Agências Abreu, por exemplo.

PRODUTORES PRESENTES NOWINE FEST 2017 PORTO
Vinho Verde: Vinho Verde Young Projects; Quinta do Ferro; Quinta do Regueiro, Pessoa Wines.
Douro: Pessoa Wines; Esmero; Quinta de Ventozelo; Vieira de Sousa; Quinta da Rede; Vinilourenço; Maçanita Vinhos; Dalva; Messias.
Vinho do Porto: Dalva; Messias; Blackett.
Trás-os-Montes : Casal Faria; Do Joa.
Bairrada Quinta dos Abibes; Casa de Saima; ; Quinta das Bágeiras; Messias.
Dão: Messias; Casa da Passarela; Quinta Vale do Cesto; Quinta de Lemos.
Beira Interior: Quinta do Cardo.
Tejo: Romana Vini.
Lisboa: Quinta de Pancas; Câmara Municipal de Oeiras – Carcavelos; Romana Vini; Joaquim Arnaud.
Península de Setúbal e Moscatel de Setúbal: Horácio Simões.
Alentejo: Herdade do Arrepiado Velho; Monte da Ravasqueira; Joaquim Arnaud; Vinha das Virtudes; Lima Mayer; Fita Preta Vinhos.

Quinta Nova ganha prémio de enoturismo

O serviço de enorme qualidade associado à elegância dos vinhos apresentados na proposta de enoturismo da Quinta Nova foram reconhecidos pelo guia de luxo inglês Luxury Travel Guide através da atribuição do prémio Luxury Hotel & Winery Of The Year 2018. Esta distinção surge depois da prestigiada Conde Nast Traveller, revista também britânica, ter descrito a Quinta Nova Nossa Senhora do Carmo como a “Jóia escondida” do Douro, na edição especial do seu 20º aniversário.

O guia inglês Luxury Travel Guide reconhece os melhores em cada uma das categorias no segmento de luxo, com um alcance de mais de meio milhão de pessoas em todo o mundo, e representa o auge das conquistas do setor das viagens e turismo.

Luisa Amorim, administradora da Quinta Nova, afirma “É um enorme reconhecimento para a Quinta Nova ser distinguida pelo terceiro consecutivo por um guia com esta relevância no setor. Esta última atribuição é particularmente especial uma vez que valoriza a essência da proposta da Quinta Nova, exaltando o projeto no seu âmago, ou seja o casamento perfeito entre o mundo do vinho e do enoturismo.”

Um final de dia e noite com Luis Soares Duarte

A Garrafeira 5 Estrelas organizou mais uma prova na passada sexta-feira, dia 22, com a presença dos vinhos Gouvyas e do seu produtor e enólogo Luis Soares Duarte. E a prova transformou-se no já esperado. Uma volta pelo passado, presente e futuro de um projecto muito pessoal do João Roseira e do Luis Soares Duarte, com vinhos de um equilíbrio singular e que permitem o estágio em garrafa por largos anos… como pudemos comprovar num jantar informal que degustámos algumas relíquias.

Em prova estiveram
GOUVYAS TINTO 2007
GOUVYAS VINHAS VELHAS TINTO 2006
GOUVYAS RESERVA BRANCO 2003 1.5L
GOUVYAS ÂMBAR BRANCO 2010
GOUVYAS MOSCATEL GALEGO 2015
GOUVYAS TINTA FRANCISCA 2015
GOUVYAS TOURIGA FÊMEA 2015

E os ainda não engarrafados Viosinho e Clarete. O que marcou a prova, além da prosa fácil do enólogo, foi a acidez e o equilíbrio dos vinhos, sejam brancos e/ou tintos, aguentando por largos anos (os mais velhos, já com dez anos, ainda muito jovens) e os brancos a pedir que a degustação fosse “à mesa”.

Curiosamente, esse tema da longevidade dos mesmos, foi o motivo para uma discussão “à mesa” logo a seguir à prova. O leque foi o seguinte:

O resultado? O melhor vinho da noite foi o 2000 OP, seguido do 2000 “normal”, com o 2001 “já morto” e algum couro acentuado no mais velho. Uma grande prova, numa grande noite e um agradecimento ao Ceboleiros pela ementa. Deliciosa!

Um Wine Sunset 5 Estrelas!


O convite partiu do Casablanca, ao qual a Garrafeira 5 Estrelas se associou desde a primeira hora. E a Mercentro também. Palavra puxa palavra, distribuidor puxa produtor, e com eles muita, muita gente. Se juntarmos os petiscos do Chef Tony Martins e a música do Vasco Miguel, estava tudo pronto para um final de tarde muito bom na Vagueira.

E como o sol ajudou, a tradicional filosofia dos portugueses (onde se registam 3, podem ir 1 ou 5) fez com que o espaço se enchesse! Um pouco demais para quem queria estar calmamente a falar com produtores, mas a boa onda, bom som e bom vinho serviram para que tudo corresse pelo melhor.

Quanto aos vinhos (os petiscos estiveram em quantidade diminuta para a ocasião), houve dois ou três que estiveram em primeira mão na zona de Aveiro sendo um dos exemplos a Herdade da Mingorra que ainda é uma desconhecida (mas dará que falar) ou o Soito Wines, do Dão, e outros já eram velhos conhecidos dos presentes, mas que não podem deixar de estar, para gáudio de todos, como Quinta de Santiago, Piorro, Zé da Leonor, Ana Rola ou Adega de Cantanhede.

Um dos espaços que esteve em grande foi o Martha’s cujos cocktails e Porto Tónico divertiram os presentes. Em traços gerais, boa organização. Com ainda melhor tempo, vai ser necessário ir para o areal 🙂

Caves Messias com enoturismo renovado

Uma loja moderna e condigna, um espaço multifacetado – que pode servir para prova ou exposições, e uma entrada directa para as labirinticas caves são algumas das novidades das Caves Messias, cuja inauguração oficial não deve tardar!

A convite das Caves Messias, nomeadamente do Miguel Pereira, estivemos a visitar o espaço, que está muito agradável. Convive perfeitamente com a estrutura actual mantendo a postura discreta da casa mas que revela no seu interior outra das caracteristicas deste espaço: qualidade e preços fantásticos.

Mal seja inaugurada, avisamos mas acho que nesta fase de soft opening, as Caves Messias já recebem visitantes, nomeadamente na loja!

E como os vinhos são muito gastronómicos e o grupo ia a seguir para o Velodromo, não podia faltar o inevitável repasto tipicamente bairradino!

Prova da Quinta de São José na Garrafeira 5 Estrelas

A Sofia Prazeres desceu a Aveiro para uma prova dos vinhos da Quinta de S.José na Garrafeira 5 Estrelas. Como é óbvio, e sendo em plena época de vindimas, o marido, produtor e enólogo João Brito e Cunha não a pode acompanhar.

Sofia deu-nos a conhecer um pouco da localização da vinha e quinta, da filosofia da produção dos vinhos e conseguimos provar a gama quase completa do ano de 2014 (nos tintos) com excepção do Grande Reserva, de 2013. Os brancos (colheita e Reserva) eram de 2016.

Saliente-se o Touriga Nacional e o Reserva, enquanto que o Colheita Branco sobressaia, pois o Reserva mostrava ainda ser “novo” e precisar de algum tempo em cave para estar no auge.

 

Quinta da Basília e M&M no Meliã Ria

Dois produtores apoiados na região de Aveiro pelo mesmo distribuidor (Vintage Pink) foram as estrelas do último jantar vínico ocorrido no Meliã Ria, que decorreu, como sempre, na última sexta-feira do mês de Junho.

Quinta da Basília e a Cave Central da Bairrada, através da sua marca estrela, os espumantes M&M estiveram em despique. Mas a componente gastronómica casou de forma exemplar com os vinhos e tornou tudo muito mais simples. Pela parte da Cave Central da Bairrada estiveram disponíveis os espumantes m&m gold edition rosé e m&m gold edition branco bruto. O primeiro acompanhou os canapés e o segundo a entrada. Completamente aprovados, para quem conhece o estilo destes espumantes.

Por parte do duriense Carlos Lebres, proprietário da Quinta da Basília, os vinhos que chegaram à mesa são o Basília branco colheita 2016, Basília tinto colheita 2010 e o Quinta da Basília Vinhas Velhas 2010 Premium

Em termos de gosto pessoal, o Tinto Colheita 2010 surpreendeu-me pela positiva mas todos se mostraram equilibrados. Um bom jantar, sem dúvida!

As fotos do jantar podem ser vistas no Facebook do Magnum Wine Club!

Prova Vínica Lavradores da Feitoria na Garrafeira 5 Estrelas

Paulo Ruão esteve, novamente, em Aveiro, para dar a conhecer as novas colheitas dos vinhos Lavradores da Feitoria, tendo existido a oportunidade de, igualmente, ver como estava a evolução do Meruge.

 

Provámos quase todos os vinhos a partir do Lavradores da Feitoria Branco 2016, Três Bagos Branco 2016, Sauvignon Blanc 2016 e o Rosé do mesmo ano. As novas colheitas mostraram-se, nos brancos, extremante interessantes, captando a atenção pela frescura e acidez. Os tintos estavam em grande forma com o meu, desde sempre, especial destaque a ser o Quinta da Costa 🙂

As fotos podem ser vistas no Facebook do Magnum Wine Club. E volta depressa, Paulo!

Sobre os Prémios

12710939_1723247697911034_983962983019617197_oSejam cabeças bem pensantes, pseudo-intelectuais, meros consumidores ou iluminados, tocar no assunto dos prémios é como um citadino tocar num vinho de vespas. Mesmo sem querer, acho que vai ficar com dores, temos todos a certeza.
Este inicio decorre de alguma discussão sadia (ou nem por isso) que tem ocorrido sobre o assunto do momento: Prémios. Como disse a semana passada, os principais meios noticiosos publicaram as suas listas nacionais dos melhores do ano. Deixo-vos aqui os melhores do ano da revista Wine e da Revista de Vinhos.

Antes de partirem para duelos de baixo nível, que se resumem a dois tipos de argumentos (“estes parolos não percebem nada disto e o XXX é melhor vinho que o YYYYY” ou “isto é tudo comprado”) típicos de Festival da Canção e não de pessoas civilizadas que até bebem bons vinhos, aqui ficam umas dicas by myself….
Entendam os critérios. Uns decidem em grupo, outros decidem dos vinhos que ao longo do ano foram os melhores individualmente
As escolhas são humanas e podem, por isso ser faliveis. Ainda mais numa área onde as “notas de citrinos, conjugadas com amêndoas e ervas” são descritores…
Todos podemos fazer listas: assumam-nas num blog ou texto e sujeitem-se a críticas ferozes da mesma forma que vocês fazem a quem é profissional do ofício.
Antes de criticarem os julgadores, critiquem a indústria: num mundo de milhares de marcas, é normal serem realçados as que trabalham a sua comunicação, imagem, etc e não o contrário
As escolhas também reproduzm, em certa medida, os gostos pessoais, por muito que as pessoas tentem ser profissionais. Se não gosto de Merlot, não será um vinho feito com a casta que estará nos meus preferidos, de certeza…
E como disse alguém que considero, é uma lista. Ah, e as regras acima são válidas para as milhentas medalhas que os vinhos ganham, em especial a primeira: percebam os critérios de cada prémio ou concurso!!!

E aqui ficam os melhores. Para a Wine: VINHO DO ANO Henriques & Henriques Tinta Negra 50 Anos (Vinho Madeira) PERSONALIDADE DO ANO NO VINHO Paula Cabaço (presidente Instituto do Vinho da Madeira) PRODUTOR DO ANO Quinta do Mouro (Alentejo) PRODUTOR REVELAÇÃO DO ANO Susana Esteban (Alentejo) ENÓLOGO DO ANO Charles Symington SOMMELIER DO ANO João Chambel (Estado d´Alma, Lisboa)

Para a Revista de Vinhos, escolhe “As melhores Compras”, “Os Melhores de Portugal”, os “Prémios Excelência” nos vinhos e os Prémios Especiais:
REVELAÇÃO DO ANO: Caminhos Cruzados
PRODUTOR DO ANO: Casa Agrícola HMR/Quinta Vale D. Maria
COOPERATIVA DO ANO; Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito
EMPRESA DO ANO: Adega Mãe / Parras Vinhos
EMPRESA DO ANO (VINHOS GENEROSOS): Gran Cruz
IDENTIDADE E CARÁCTER: Niepoort Vinhos
ENÓLOGO DO ANO: Bernardo Cabral
ENÓLOGO DO ANO (VINHOS GENEROSOS): Álvaro van Zeller
VITICULTURA: Nuno Magalhães
ORGANIZAÇÃO VITIVINÍCOLA DO ANO: Comissão Vitivinícola Regional do Dão
ENOTURISMO: Adega Mayor
GARRAFEIRA: Garage Wines (Matosinhos)
SENHOR DO VINHO: Luís Pato
CAMPANHA PUBLICITÁRIA DO ANO: Casa da Passarella (“Uma história escrita com vinho”)

Deixo-vos com esta nota final: costumo ir a duas garrafeiras premiadas (5 Estrelas em Aveiro e Garage Wines em Matosinhos) e tive o prazer de estar este ano no “produtor do ano”… e com o “Senhor do Vinho… 🙂