Mais um workshop para saber mais sobre o bacalhau!

Falar de bacalhau é falar de Ílhavo. É falar da identidade de um povo. Das raízes e das suas gentes. De cultura e de histórias, que se entrecruzam e confundem. Mas falar, hoje, de bacalhau é, também, falar de tecnologia e de inovação É falar de uma realidade social, económica e cultural pungente que, ancorada na tradição ancestral, se constrói, expande e projeta a partir da tradição, do progresso tecnológico e do conhecimento científico.

Desenvolvido pela UNAVE-Associação para a Formação Profissional e Investigação da Universidade de Aveiro (em resposta a um desafio da Câmara Municipal de Ílhavo), o ciclo Bacalhau Com Saberes (*) prossegue na próxima quarta-feira, 28 de março, com um workshop dedicado à demolha.

Quais são as boas práticas e que segredos encerra uma boa demolha. A demolha tradicional e os novos processos. Redução tempo de demolha, otimização de processos, poupança energética, etc… são questões que vamos explorar, colocando em confronto, num ambiente descontraído, o saber científico (produzido na Universidade) e o saber de experiência feito (próprio do mundo empresarial).

workshop terá lugar no navio museu Santo André, na Gafanha da Nazaré, a partir das 18h30, contando com intervenções de Jorge Saraiva, professor, investigador e diretor da licenciatura em Biotecnologia da Universidade de Aveiro, e Guedes Vaz, diretor industrial da empresa Rui Costa e Sousa & Irmão.

Para 9 de abril, anuncia-se já um terceiro workshop, desta vez dedicado à secagem do bacalhau:

“Secagem: do ar livre para o frio” | 9 Abril | 18h30
Local: Empresa Bacalhau do Barents (Gafanha da Nazaré)

Conteúdos: Os novos processos, o frio, redução do tempo de seca, poupança energética, etc… Cura tradicional/cura amarela.

Intervenientes: Fernando Neto, professor do Departamento de Engenharia Mecânica (UA) e António Ribau, administrador da empresa Bacalhau do Barents.

As entradas nos eventos do ciclo Bacalhau Com Saberes são gratuitas, mas sujeitas a inscrição, através do endereço eletrónico josecmaximino@ua.pt ou do telefone 96 347 22 10.

Explorar o mundo do Bacalhau

A região de Aveiro é, pela sua história, a “sede” do Bacalhau. As quotas de pesca estavam na posse de armadores da região, as fábricas de transformação e secagem estão aqui maioritariamente situadas (no concelho de Ílhavo) e nos restaurantes da zona é um ingrediente omnipresente e onde todas os seus produtos são profusamente utilizados. Temos a vantagem de comer bacalhau, caras, ovas, linguas, samos, and so on…

Mas se é uma apaixonado pelo Bacalhau, deverá aproveitar as workshops que a UNAVE vai organizar, num conceito semelhante ao que foi realizado com o Vinho. Três sessões que ajudaram a saber mais com o ganídeo adquirido ou pescado em mares do Norte desce até as nossas mesas. Começa já na quarta-feira!

Magnum Wine Radio 122 – Estórias de um Capítulo sobre Bacalhau

A Confraria Gastronómica do Bacalhau nasceu em Ílhavo em 1999 e por isso já conta com 19 anos, e consequentemente, 19 Capítulos, a tradicional refeição anual de grande partilha entre os apaixonados das várias confrarias e dos sabores tradicionais do país.

Mais de centena e meia deles reuniram-se no Museu Marítimo, para assistir à entronização de 4 confrades de honra e 1 efectivo e depois rumaram ao Hotel de Ílhavo onde aconteceu o repasto. Pelo meio, uma visita, em jeito de homenagem, ao Aquário dos Bacalhaus… Foi tipo, para abrir o apetite.

Ao longo dos vários momentos, o Bacalhau foi omnipresente. Pataniscas, punheta, cara, bola, pasteis, bolos de bacalhau, até bolinhos em formato do gadus morhua (espalmado) apareceram… 🙂

Como vêem, a lista do repasto foi muito interessante. Ficámos deliciados com tudo, embora como da região, os sabores já eram por demais conhecidos.

Para o podcast, o nosso convidado foi João da Madalena, o grão mestre da confraria e fomos perguntar também a uma confreira de Valongo o que ela tinha achado. Tudo pelo Bacalhau, o nosso fiel amigo!