Magnum Wine Radio 198 – Há bons novos vinhos na Quinta da Romaneira

A segunda maior quinta do Douro, a Quinta da Romaneira, tem navegado em águas diferentes mas continua a conquistar os apaixonados pelos Douros. Lentamente estão a caminhar para encontrarem o seu espaço no mercado, numa luta que não é fácil mas que poderá ser conseguida, tal a qualidade das suas uvas! Fique a saber mais sobre a Romaneira.

Magnum Wine Radio 180 – A paixão de Tiago Alves de Sousa

Este foi o outro lado da história da família Alves de Sousa. Falar com Domingos Alves de Sousa seria não saber como começar… nem como acabar. Talvez apenas a uma mesa e com longas horas e vinhos pela frente. Assim, optei por fazer um podcast com Tiago Alves de Sousa, o filho, o enólogo, um dos herdeiros a dar a cara por vinhos fantásticos e uma imagem de marca que as marcas não esquecem! Quem não se lembra de um abandonado, um memórias ou um Quinta da Gaivosa? Vinhos para não deixar ninguém indiferente!

Magnum Wine Radio 179 – A Montalegre de Francisco Gonçalves

Francisco Gonçalves optou por trabalhar em Trás-os-Montes, no seu projeto pessoal, Montalegre, uma das vinhas mais altas da Península Ibérica. Mas depois de muitos anos a trabalhar no Douro, foi para outras paragens. Faz igualmente os vinhos São Matias, no Dão, mas o grande tema do podcast foi, sem dúvida, a menina dos olhos, a marca e o projeto Montalegre, os seus vinhos de altitude.

Magnum Wine Radio 109 – As escolhas de José Francisco Silva, da Latina Adega

José Francisco Silva é o proprietário da Latina Adega, uma garrafeira de Aveiro, mas também é o presidente da Associação dos Industriais de Panificação. E devido a isso falou sobre a importância do Natal para as vendas, o vinho que mais o marcou em 2017 (o Reserva Especial 2009) mas também 5 vinhos que os consumidores mais lhe pediram e que o surpreenderam de alguma forma.

Quinta do Pessegueiro 2014, Vigesimum por José Carvalheira, Sidónio de Sousa Garrafeira 2011 e as casas Monte Cascas e o espumante Prior Lucas foram os destaques.

Um final de dia e noite com Luis Soares Duarte

A Garrafeira 5 Estrelas organizou mais uma prova na passada sexta-feira, dia 22, com a presença dos vinhos Gouvyas e do seu produtor e enólogo Luis Soares Duarte. E a prova transformou-se no já esperado. Uma volta pelo passado, presente e futuro de um projecto muito pessoal do João Roseira e do Luis Soares Duarte, com vinhos de um equilíbrio singular e que permitem o estágio em garrafa por largos anos… como pudemos comprovar num jantar informal que degustámos algumas relíquias.

Em prova estiveram
GOUVYAS TINTO 2007
GOUVYAS VINHAS VELHAS TINTO 2006
GOUVYAS RESERVA BRANCO 2003 1.5L
GOUVYAS ÂMBAR BRANCO 2010
GOUVYAS MOSCATEL GALEGO 2015
GOUVYAS TINTA FRANCISCA 2015
GOUVYAS TOURIGA FÊMEA 2015

E os ainda não engarrafados Viosinho e Clarete. O que marcou a prova, além da prosa fácil do enólogo, foi a acidez e o equilíbrio dos vinhos, sejam brancos e/ou tintos, aguentando por largos anos (os mais velhos, já com dez anos, ainda muito jovens) e os brancos a pedir que a degustação fosse “à mesa”.

Curiosamente, esse tema da longevidade dos mesmos, foi o motivo para uma discussão “à mesa” logo a seguir à prova. O leque foi o seguinte:

O resultado? O melhor vinho da noite foi o 2000 OP, seguido do 2000 “normal”, com o 2001 “já morto” e algum couro acentuado no mais velho. Uma grande prova, numa grande noite e um agradecimento ao Ceboleiros pela ementa. Deliciosa!

Um Wine Sunset 5 Estrelas!


O convite partiu do Casablanca, ao qual a Garrafeira 5 Estrelas se associou desde a primeira hora. E a Mercentro também. Palavra puxa palavra, distribuidor puxa produtor, e com eles muita, muita gente. Se juntarmos os petiscos do Chef Tony Martins e a música do Vasco Miguel, estava tudo pronto para um final de tarde muito bom na Vagueira.

E como o sol ajudou, a tradicional filosofia dos portugueses (onde se registam 3, podem ir 1 ou 5) fez com que o espaço se enchesse! Um pouco demais para quem queria estar calmamente a falar com produtores, mas a boa onda, bom som e bom vinho serviram para que tudo corresse pelo melhor.

Quanto aos vinhos (os petiscos estiveram em quantidade diminuta para a ocasião), houve dois ou três que estiveram em primeira mão na zona de Aveiro sendo um dos exemplos a Herdade da Mingorra que ainda é uma desconhecida (mas dará que falar) ou o Soito Wines, do Dão, e outros já eram velhos conhecidos dos presentes, mas que não podem deixar de estar, para gáudio de todos, como Quinta de Santiago, Piorro, Zé da Leonor, Ana Rola ou Adega de Cantanhede.

Um dos espaços que esteve em grande foi o Martha’s cujos cocktails e Porto Tónico divertiram os presentes. Em traços gerais, boa organização. Com ainda melhor tempo, vai ser necessário ir para o areal 🙂

Prova Vínica Ribafreixo Wines

Decorreu na passada sexta-feira a prova de vinhos habitual da Garrafeira 5 Estrelas, desta vez com vinhos da Ribafreixo Wines. É uma empresa ainda recente (faz 10 anos) e que junta a visão cosmopolita do seu fundador, Mário Pinheiro, cuja influência sul-africana, onde viveu, mostra-se no Chenin Blanc (Connections) ao conhecimento profundo do Nuno Bicó. apaixonado pelo rei Antão Vaz e outras castas. A marca mais sonante da casa é Gáudio, seguido dos Pato Frio e Barrancoa.

Mário Pinheiro e Nuno Bicó são os fundadores, Paulo Laureano dá a consultoria enológica, sendo a presença diária assegurada pelo enólogo Jorge Rebocho e Vitor Oliveira conjuga a componente comercial com um saber estar impecável!

Em três anos compraram 28 parcelas de terrenos abandonados, que transformaram numa propriedade única e uniforme à qual deram o nome de Herdade do Moinho Branco, com uma área de 114 hectares, juntinho à Vidigueira.

Provou-se:
PATO FRIO CASHMERE 2016
PATO FRIO ANTÃO VAZ 2016
PATO FRIO VERDELHO 2016
PATO FRIO GRANDE ESCOLHA ANTÃO VAZ 2015
PATO FRIO RED EDITION 2014
GÁUDIO VERDELHO 2016
GÁUDIO CLÁSSICO TINTO 2014
GÁUDIO RESERVA TINTO 2013
GÁUDIO VINHO LICOROSO 100% ANTÃO VAZ

E decorreu a quinta edição do Bairrada Vinho e Sabores…

Como foi garantido, este blog esteve presente no Bairrada Vinho e Sabores. Nunca falhámos uma edição e por isso também não falharíamos esta. Mas como enófilos, fizémos um certo programa paralelo 🙂 Já contaremos tudo, e referimos o que entendemos estar bom, mais ou menos, e a necessitar urgentemente de alteração.

O evento nunca esteve cheio – e o termo de comparação dos outros anos foi igual: a sexta-feira e o sábado mas isso é uma pescadinha de rabo na boca: dá para circular e chegar aos stands e não há encontrões… O espaço é grande (dai dar a sensação de não estar “repleto”) e o número de participantes é limitado.

Aqui estamos no segundo ponto: pelo menos dois/tres produtores novos estiveram presentes (Lagoa Velha, Positive Wine e Terras de Sicó) e não faltou nenhum dos óbvios e bons nomes da Bairrada. Tendo em conta o mercado, neste parâmetro está impecável.

Terceiro ponto: a presença dos produtores e dos vinhos. Aqui é que o problema surge mais amplificado, nomeadamente quando estamos a falar das marcas mais fortes. Mas mesmo assim, na grande maioria das casas, somos recebidos pelos produtores ou enólogos. Alguns falham ou não estão presentes (e a vindima não desculpa tudo) o que se nota. Posso dar o exemplo que em Nelas, no fim de semana passado, a grande maioria das casas estavam os produtores. E isso para os enófilos conta muito.  Quanto aos vinhos, é natural que com produtos “topo de gama” em quantidades diminutas, os produtores não o tragam para a feira. Nada contra. Estratégias. Outros, inteligentes, seleccionam os clientes e usam a conhecida técnica da “garrafa debaixo da mesa”. Perfeito. É que os críticos não se podem esquecer que é uma feira de entrada livre. Deixamos uma sugestão, muito boa, para futuras edições.

Quarto ponto: O programa. Que foi mais do mesmo. Acrescentaram os jantares dos produtores – no local – ao invés os jantares no Velódromo. E acrescentaram o concurso de fotografia. Em relação às provas comentadas, ao invés de figuras nacionais (João Afonso e Fernando Melo) recorreram ao João Filipe Soares (enólogo da Messias) e ao Francisco Antunes (Enólogo da Aliança). O Luís Lopes continua a fazer a sua prova mais superlativa, no sábado às 18h ( o que corta a participação dos que querem estar a ver stand, mas entende-se pois a programação da organização não é a nossa).

No geral, o Bairrada Vinho e Sabores é um conceito semelhante a outros, que ao enófilo interessa e ao público em geral interessa muito. E como é para eles que a Feira é dirigida, só aconselho alguma reflexão sobre as sugestões abaixo.

Pontos positivos: Entrada Livre – Franca Participação dos Produtores – Produtos à disposição, no geral

Pontos mais ou menos: Temperatura de serviço nos tintos – falta de preparação de alguns jovens para enófilos com mais conhecimento – Falta de animação que agarre o público – Falta de informação sobre o preço dos copos (que era bem acessível)

Sugestões de Melhoria: Programação extra-feira (inexistente) – Entrada Premium com direito a “outros vinhos” – Programação musical para o público em geral se deslocar ao local.

As fotos completas dos vinhos provados estão no Facebook do Magnum Wine Club

Bairrada com evento vínico já este fim de semana

O evento vínico mais representativo da Bairrada vai para a sua quinta edição. Quatro anos com o nome Encontro com o Vinho e Sabores Bairrada, surge este ano com o nome Bairrada Vinhos & Sabores, devido às mudanças editoriais da equipa que faz a produção do evento, cuja organização. continua a ser responsabilidade dos principais motores vinicos da região: a Rota da Bairrada e a CVR com o apoio financeiro do Turismo do Centro de Portugal.

36 stands com igual número de produtores presentes fazem desta feira um local único para iniciantes, enófilos e apaixonados do vinho e dos vinhos bairradinos conseguirem provar, beber e experimentar marcas clássicas e recentes. E esta feira permite também conjugar os vinhos com os sabores, seja o omnipresente Leitão seja outras, igualmente excelentes, iguarias.

Mas vamos a factos: as informações estão no site http://bairrada.grandesescolhas.com mas fica aqui o resumo: abre na sexta às 17h, estando aberto até às 22h. No sábado o horário é 15-22h e no domingo, um pouco menos, entre as 15-20h. O local, desde sempre, é o Velódromo de Sangalhos, incluindo para os jantares temáticos, sendo apenas o Museu do Vinho, em Anadia, a casa emprestada para uma das provas vínicas aguardadas.

Para quem puder, há 3 provas vínicas comentadas por Francisco Antunes (Aliança) – espumantes da Bairrada -. João Sores (VPuro e Messias) sobre os brancos e tintos – e no sábado, “Bairrada de ontem e de hoje, em viagem por um terroir único”, uma prova conduzida por Luís Lopes.

A entrada é livre, segundo o site. A nossa experiência em eventos vínicos deste estilo é que, para provar, é necessário um copo de prova, que se compra, com porta-copos, por cerca de 2,5 ou 3 euros. Mas como não temos outra informação, nem isso é referido no site, não sabemos se este ano oferecem o copo.

Aqui ficam os produtores. Boas provas!

Este evento será o tema de hoje do podcast Magnum Wine Rádio que regressa de férias na RVN (Rádio Vila Nova) às 21h.

Prova da Quinta de São José na Garrafeira 5 Estrelas

A Sofia Prazeres desceu a Aveiro para uma prova dos vinhos da Quinta de S.José na Garrafeira 5 Estrelas. Como é óbvio, e sendo em plena época de vindimas, o marido, produtor e enólogo João Brito e Cunha não a pode acompanhar.

Sofia deu-nos a conhecer um pouco da localização da vinha e quinta, da filosofia da produção dos vinhos e conseguimos provar a gama quase completa do ano de 2014 (nos tintos) com excepção do Grande Reserva, de 2013. Os brancos (colheita e Reserva) eram de 2016.

Saliente-se o Touriga Nacional e o Reserva, enquanto que o Colheita Branco sobressaia, pois o Reserva mostrava ainda ser “novo” e precisar de algum tempo em cave para estar no auge.