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Com estacionamento fácil, a perdição é logo na(s) entradas. Há quem nem “coma”, só “petisque”. O Paulo e a Gina apostam em produtos frescos – é habitual um cliente ouvir o “não temos” quando a qualidade não é a mesma – e os produtos da ria são deliciosos – noutras ocasiões não perca oportunidade de provar os berbigões, ameijoas e… bem, tudo o resto.
Mais uma vez fomos fazer a experiência gastronómica e, como “gato escaldado”… dizeram-nos que era obrigatório sermos dois a fazê-la. Como eramos exatamente dois, fomos por ai mas por prazer e gula, pedimos umas ostras ao natural de entrada… Estavam deliciosas, servidas com um vinagrete à parte e gomos de limão para tempero. A acompanhar, um flute de espumante Quinta das Bageiras Bruto Branco 2016, a copo, que o resto do menu vinha já a seguir.
A experiência vem com as ovas cozidas, temperadas com pimenta, alho e azeite em tosta seguida da patanisca de bacalhau, achatada, quentinha. a saber ao produto e não apenas ao restante… Com essas duas entradas (mais as ostras) já degustadas, pedimos uma garrafa de Quinta dos Abibes Sauvignon Blanc 2016 para acompanhar a Feijoada de Samos. O tempero puxou o copo, com os samos em boa compaia leguminosa e cheia de tudo o que uma feijoada merece, desde a cenoura à chouriça caseira.
Quando chega o Bacalhau à Gina, uma posta grande – sem dúvida grande – do mesmo, de boa qualidade, feita com primor, a lascar e vinda do forno com a batata e ainda umas migas ao lado… quase que nos arrependemos de ter comigo a feijoada toda 
Derrotados com tanto sabor e quantidade, nem fomos à sobremesa. Pedimos um café e chegámos à conclusão que no Gafanhoto, só se consegue comer bem. Mas é preciso ter apetite para tudo
Vale a visita, no mínimo duas ou três vezes, e só para conhecer as especialidades. Nota final para a carta de vinhos, a mais completa dos três locais que visitamos. Desde a Bairrada às outras regiões, e com espaço para os Grandes Tintos e Brancos, também ai estamos em casa!
Restaurante O Gafanhoto
Rua da Escola, 21
3830-470 Gafanha da Encarnação
GPS: 40°36’16.6″N 8°43’44.5″W
Google Maps: 40.604608, -8.729022
Horário semanal: terça-feira a sábado entre as 12h00 e as 15h00 e entre as 19h00 e as 22h00, domingos entre as 12h00 e as 15h00. Encerramento semanal à segunda-feira.
Telefone para reservas: (+351) 933 293 713 ou (+351) 234 367 673
E-mail: paulorestauranteogafanhoto@hotmail.com
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Apostei mais uma vez na experiência gastronómica, que contemplava os vários momentos da refeição. As entradas, servidas com requinte, continham um azeite de Valpaços com extra acidez e flor de sal, um paté de bacalhau caseiro e ovas cozidas do mesmo, com pimentas de boa consistência. A acompanhar, um saquinho de pão com folar de Vale de Ílhavo, entre outras abordagens – broa, etc, que conjugaram de forma perfeita. Nesta primeira fase, acompanhei as entradas e a Chora com um espumante bairradino, o Quinta das Bageiras Bruto 2016 que esteve em óptimo nível.
A dita “Chora” de Bacalhau – cada restaurante ou local onde a coma irão contar uma versão de como era feita e razão do nome, desde a “lágrima”, o líquido que a cabeça do dito expulsava até às saudades dos pescadores nos seus dóris… – costuma variar entre uma versão bem pobre, em que uns fiapos e partes menos nobres (espinhas, peles, etc) do peixe em azeite ou, como a servida, mais “rica”, com arroz, hortelã e salsa. Mais feita ao estilo das mulheres dos pescadores.
Como prato principal, o arroz de brisa com línguas de bacalhau. Para quem conhece, é um arroz de grelos com línguas de bacalhau bem saborosas e tenras, soltinho, no ponto, e com uma quantidade no tachinho que daria claramente para dois!
Aproveitámos o ensejo para provar um vinho que entrará na carta para a próxima semana e que acompanhou de forma magnífica os dois momentos principais: falo do Fonte do Ouro Reserva Especial Encruzado 2017. Um acompanhamento imprescindível, embora a carta tenha outros momentos de prazer, a preços justos.
E já satisfeito, ainda tinha pela frente o Abafadinho de Bacalhau. O nominativo ilhavense para um tachinho de caldeirada de bacalhau, com o gadus morhua islandês a ser uma posta do cachaço do bacalhau, e de todos os tradicionais acompanhamentos de uma caldeirada: as batatas, pimento, tomate, salsa e umas fatias de pão no tomate.
Já no campo da lúxuria, provou-se as Papas de Abóbora, sem a coloração habitual (devido a uso da canela e do vinho do Porto) mas de sabor característico e onde os frutos secos, postos por cima, davam um toque crocante muito agradável.
E se ainda não pensássemos mais em bacalhau, o café, acompanhado de um biscoito em forma de bacalhau lembrar-no-ia que estávamos numa casa em que o rei de Ílhavo quer estar presente de todas as formas!
Em resumo, uma casa que com um ou dois pequenos ajustes – os tachinhos precisam ser mais bonitos pois o conteúdo merece – pode ter a vida e a frequência de quem quer conhecer o Bacalhau nas suas diversas formas – eles têm um menu de degustação que é para duas pessoas, claramente, pelas quantidades experimentadas no decorrer do Festival!
Restaurante Maradentro
Rua da Malhada, 2A
3830-141 Ílhavo
GPS: 40°36’21.5″N 8°40’32.5″W
Google Maps: 40.605981, -8.675696
Horário semanal: Quarta a segunda-feira: almoços entre as 12h00 e as 15h00 e jantares entre as 19h00 e as 22h30.
Telefone para reservas: (+351) 910 497 439
E-mail: rsvp@maradentro.restaurant
E-mail: info@maradentro.restaurant
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De 14 a 18 de novembro, Ílhavo embarca numa aventura de degustação, que nos remete para as longas campanhas de pesca do Bacalhau nos mares gélidos do Atlântico Norte.
Durante o festival será também possível “mergulhar” no património gastronómico nacional, através de visitas a estaleiros, museus, fábricas, lotas, navios e também a outros equipamentos de transformação e preparação alimentar. O Festival Gastronomia de Bordo apresenta-se, assim, numa homenagem à cozinha tradicional portuguesa, e bacalhoeira, tendo como “porto seguro” catorze restaurantes do Município de Ílhavo, num modelo contemporâneo e inovador, suportado nos sabores e nas tradições a bordo dos bacalhoeiros projetados em experiências e especialidades gastronómicas únicas e particulares.
O Festival Gastronomia de Bordo projeta para os dias de hoje a gastronomia, tradicionalmente produzida a bordo das embarcações de pesca longínqua. Exemplo disso é a famosa Chora, uma sopa feita com a cabeça do bacalhau que deu mote a alguns ditos entre os homens nos navios “quem come chora, tem de cá voltar!”.
Eram servidos pratos como a feijoada de chispe, feijão assado, caldeirada de espinhas de bacalhau, bacalhau frito, o “pão da pana” e o “queque dos domingos”, entre outros, comida retemperante para climas hostis e mares inóspitos enfrentados por heroicos pescadores…
Às memórias gastronómicas de bordo não serão alheios os processos tradicionais de conservação dos produtos da pesca: a “cura tradicional portuguesa”, o peixe fresco, a salga, a seca e as conservas.
Restaurantes aderentes:
» A Praia do Tubarão
» Bela Ria
» Canastra do Fidalgo
» Cantina Bar da Lota
» Duna do Meio
» Estrela do Mar
» Maradentro
» Marisqueira Barra
» Marisqueira da Costa Nova
» Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel
» O Gafanhoto
» O Navegante
» Salsus
» Traineira
E Experiencias e Especialidades
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